Resíduos da água tratada em Governador Valadares (MG) não podem ser jogados no rio Doce
MP recomendou que a Samarco e o Saae deem uma destinação adequada aos rejeitos
Minas Gerais|Do R7, em Belo Horizonte

O Ministério Público recomendou que a mineradora Samarco e o Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, que não descartem os resíduos da água tratada na cidade de volta no rio Doce.
Segundo o documento, a Samarco deve arcar com os custos ou dar destinação adequada ao lodo e à lama provenientes do tratamento da água, durante o período em que durar a poluição do rio devido ao rompimento de uma barragem de mineração da empresa no último dia 5 em Mariana, na região central de Minas Gerais.
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Já o Saae foi orientado a não lançar os resíduos de volta ao rio "ou depositar in natura a céu aberto" e, se for o caso, a procurar a Samarco, para que esta "providencie a destinação por meio de reutilização, reciclagem, compostagem, recuperação, aproveitamento energético ou outra admitida pelos órgãos ambientais competentes".
Desde o dia 15 de novembro, o Saae voltou a captar água do rio Doce, utilizando o polímero de acácia negra para separar a lama da água. O município de Governador Valadares- e também de Baixo Guandu (ES) e Colatina (ES)- chegaram a ficar vários dias sem água por causa da contaminação do rio.
A recomendação do Ministério Público destaca o possível aumento da quantidade de lodo e lama gerados nas estações de tratamento, em razão da poluição do rio Doce e dos sedimentos encontrados no processo de decantação, e a necessidade de um descarte adequado desse material, que pode estar contaminado por rejeitos das atividades da mineradora ou por produtos químicos utilizados no tratamento da água.













