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Justiça manda soltar adolescente de 17 anos apreendido por suspeita de triplo homicídio, na Grande BH

Decisão aconteceu dois dias após a prisão de um homem de 30 anos, suspeito do crime, que teria sido rejeitado por uma das vítimas

Minas Gerais|Ricardo Vasconcelos, da RECORD Minas

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Adolescente de 17 anos ficou uma semana apreendido no Centro Socioeducativo Horto, na região Leste da Capital CMBH/ Divulgação

Depois de sete dias apreendido por suspeita do triplo homicídio em uma padaria no bairro Lagoa, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, o adolescente de 17 anos deixou, por volta de 20h40 dessa quinta-feira (12), o Centro Socio Educativo Horto, na região Leste da Capital.

A decisão da Justiça pela soltura aconteceu dois dias após a prisão de Magno Ribeiro da Silva, de 30 anos, no bairro Céu Azul, região de Venda Nova em Belo Horizonte. Na casa dele foram encontrados uma arma de fogo, carregadores e uma touca ninja, que teriam sido usados no triplo homicídio. Na manhã desta sexta-feira (13), o suspeito teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva.


Segundo a Polícia Civil, ele foi encontrado após se envolver em um ataque a tiros em uma oficina mecânica, no dia seguiente ao crime na padaria. Magno foi conduzido para a penitenciária Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves.

Decisão

Após o crime, o adolescente foi conduzido para a delegacia de plantão da Polícia Civil, onde foi ouvido, na companhia da mãe. De lá, foi levado para o Centro Socio Educativo Horto. Na decisão da Justiça, ele deveria cumprir 45 dias de internação em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, mas isso não aconteceu.


O advogado que representa a família do adolescente, Gilmar Francisco, disse que a decisão pela apreensão do adolescente aconteceu apenas com base no Boletim de Ocorrência da Polícia Militar, sem ter ouvido testemunhas.

“A juíza entendeu que havia indicios para decidir pela apreensão. O que aconteceu foi que no dia do crime ele foi até a padaria ver o que aconteceu e voltou para casa. Câmeras de segurança registraram os passos do jovem e também depoimentos de testemunhas, portanto, sem provas de que ele teria praticado o crime”, explicou o defensor.


Gilmar afirmou ainda que o adolescente “foi vítima do Estado de Minas Gerais por uma prisão injusta, acusações falsa das autoridades e quando provou sua inocência foi abandonado”.

O Ministério Público de Minas Gerais e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais foram procurados para se pronunciar sobre o caso.


Três mulheres foram baleadas dentro de padaria no bairro Lagoa em Ribeirão das Neves Redes Sociais

Crime

No dia do crime, morreram Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos, ex-namorada do adolescente que estava apreendido, e Ione Ferreira Costa, de 56 anos. Já Emanuelly Geovanna Rodrigues Seabra, de 14 anos, filha do dono da padaria, foi socorrida em estado grave e levada ao Hospital Risoleta Neves, na região Norte de Belo Horizonte, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a PM, o atirador usava touca ninja, estava disfarçado de entregador por aplicativo e fugiu de moto após os disparos. Antes de sair, ele ainda teria apontado a arma para a irmã de Emanuelly, que implorou para não ser morta.

Conforme as investigações, Magno trabalhava em uma barbearia perto da padaria e a suspeita é de que ele queria ter um relacionamento com Nathielly, mas ela não aceitava o relacionamento.

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