Minas Gerais Risco de morte é 11 vezes maior entre não vacinados em MG

Risco de morte é 11 vezes maior entre não vacinados em MG

Levantamento diz que probabilidade de óbito de quem recebeu apenas uma dose é duas vezes maior em relação a imunizados

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Governo destaca importância da imunização

Governo destaca importância da imunização

Filip Singer/EFE/EPA - 04.01.2022

Um levantamento do Governo de Minas Gerais mostra que a probabilidade de morte por Covid-19 no estado é 11 vezes maior entre os moradores que não receberam nenhuma dose da vacina.

Os dados foram divulgados pelo secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, nesta quinta-feira (6).

O levantamento também mostra que, entre os moradores que receberam apenas uma dose do imunizante, o risco de óbito é duas vezes maior em relação àqueles que concluíram o esquema vacinal.

De acordo com o relatório, a cada 100 mil habitantes vacinados, a média de óbitos foi de 0,06, enquanto o índice subiu para 0,12 entre os parcialmente imunizados e para 0,71 no grupo que não recebeu nenhuma dose.

"Para quem insiste em não se vacinar, fica o recado. Está provado. Tem que se vacinar", alertou o secretário.

Desde o início da pandemia, Minas registrou 56.712 mortes provocadas pela Covid-19, sendo 17 delas nas últimas 24 horas.

Os dados do governo mostram que 679 das 853 cidades mineiras não tiveram nenhum óbito em decorrência da doença no último mês. O número sobe para 765 quando o recorte considera os últimos 15 dias.

Durante entrevista coletiva, Baccheretti anunciou que Minas vai voltar a receber imunizantes da Pfizer nesta sexta-feira (7). Está prevista a entrega de 530.010 unidades. As entregas haviam sido suspensas temporariamente a pedido do próprio governo estadual. "Os municípios voltaram a aplicar mais doses usando o estoque que tínhamos", explicou ele.

O secretário também calculou que as crianças de 5 a 11 anos devem receber ao menos uma dose até o mês de março. A expectativa é que a imunização do grupo comece na próxima quinzena. "Assim que as doses forem entregues pelo governo federal, temos condição de fazer a distribuição imediata", detalhou.

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