Roupas de tricô produzidas por detentos mineiros ganham vitrines internacionais
Para dias trabalhados, presos recebem redução de pena
Minas Gerais|Do R7 MG, com Record Minas

Trocar tempo livre e ocioso por trabalho remunerado e, de quebra, uma redução de pena já seria uma boa para presos de uma penitenciária de Juiz de Fora, na Zona da Mata. O grupo, entretanto, começa a ganhar o mercado internacional com peças de tricô produzidas em parceria com uma empresária.
Vitrines do Japão e de uma das cidades mais visadas do mundo quando o assunto é moda, Paris [França], já foram alcançadas pelos produtos que saem das mãos dos detentos mineiros, que esperam ir ainda mais longe.
A iniciativa do projeto foi da empresária Raquel Magalhães, que precisava de mão de obra e procurou a diretora da unidade prisional para fechar a parceria, acreditando que seriam indicadas mulheres para o trabalho. Para a surpresa de Raquel, entretanto, a sugestão foi a da participação dos homens na produção das peças feitas com agulha e linha.
— A coordenação motora deles, que eu achava que ia ser grossa, é uma cordenação motora fina. Isso influencia no acabamento das peças, que é muito delicado.
Andréa Valéria Pinto, diretora do presídio, conta que a iniciativa gerou suspeita, já que as agulhas "parecem estacas".
— Imagina você entrar dentro de um pavilhão, armar 15, 20 detentos com estacas, e o agente penitenciário ficar apenas com uma caneta?
Entretanto, o projeto parece ter "entrado nos trilhos" e ajuda a projetar um futuro melhor para os detentos que querem largar o mundo do crime, como Thiago Labanca.
— Parece ser muito difícil, mas não é. É questão de hábito.














