Minas Gerais Seguranças são condenados por matar fisiculturista em boate de BH

Seguranças são condenados por matar fisiculturista em boate de BH

Sentença é de 16 anos e seis meses de prisão em regime fechado; júri concluiu que os vigias espancaram o jovem até a morte, em setembro de 2017

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Laudo diz que jovem foi asfixiado na boate

Laudo diz que jovem foi asfixiado na boate

Reprodução / Facebook

Dois dos quatro seguranças acusados de matar um fisiculturista em uma boate em Belo Horizonte foram condenados a 16 anos e seis meses de prisão em regime fechado. A sentença foi divulgada durante a madrugada desta quarta-feira (26), após dois dias de julgamento.

O crime aconteceu em setembro de 2017, em uma casa de shows no bairro Olhos d’Água, na região oeste da cidade.

A denúncia do MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) apontou que Allan Gonçalves Pontelo, então com 25 anos, foi espancado até a morte. O jovem foi atingido com chutes, socos, imobilizado e estrangulado, em uma área privativa da casa de shows.

A promotoria acredita que o fisiculturista teria sido vítima de uma tentativa de extorsão no local após se recusar a passar pela revista dos seguranças.

A principal alegação da defesa dos acusados é que Pontello estaria traficando drogas dentro do espaço de festas. O advogado chegou a dizer que ele havia morrido por overdose, o que foi descartado pelo laudo pericial. Os exames concluíram que o fisiculturista morreu por asfixia mecânica.

Os seguranças William da Cruz Leal, de 35 anos, e Carlos Felipe Soares, de 33, saíram do Fórum Lafayete e foram levados diretamente para um presídio da região. Ércio Quaresma, advogado que defende os condenados, informou que vai recorrer da decisão.

Outros dois seguranças que, segundo o MPMG, contribuíram com o crime ao colocarem-se "armados, como força reserva, prontos para interferir para garantir o êxito da ação da criminosa" ainda serão julgados, em data a ser definida.

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