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Polícia de Minas ainda não sabe o que ocorreu com menina de 4 anos que ficou sumida por 48 h

Alice estava em uma área de mata do interior de MG; nenhuma hipótese é descartada

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o desaparecimento de Alice, de 4 anos, que permaneceu sumida por 48 horas em Jeceaba.
  • O foco das investigações é analisar o local onde a menina foi encontrada e reavaliar possíveis testemunhas.
  • As buscas enfrentam dificuldades devido à condição de Alice como autista não verbal e à ausência de câmeras de segurança na área rural.
  • Após ser localizada, Alice foi levada a um hospital e não apresentou sinais de violência sexual, mas a apuração continua.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

CRIANÇA DESAPARECIDA MG Reprodução/RECORD Minas

A Polícia Civil de Minas Gerais segue com as investigações para esclarecer o que aconteceu durante as cerca de 48 horas em que Alice, de 4 anos, ficou desaparecida em uma área rural da cidade de Jeceaba, a 120 km de Belo Horizonte.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Lurizam Costa Viana, o foco passa a ser a análise detalhada do local onde a menina foi encontrada, a reavaliação de possíveis testemunhas e a apuração de todas as hipóteses levantadas pela família e pelas equipes de busca.


“Esse é um momento importante para entender o que pode ter ocorrido nesse intervalo. Nós não descartamos nenhuma hipótese. Tudo precisa ser investigado com cautela”, afirmou o delegado.

A Polícia Civil informou que um perito da Delegacia Regional esteve no local onde Alice foi localizada para realizar uma análise técnica do espaço geográfico, mapeando o terreno, o entorno e as condições ambientais. O objetivo é verificar se o local é compatível com a permanência da criança durante dois dias ou se há indícios de que ela tenha sido levada e depois deixada na região.


Além disso, equipes policiais devem percorrer novamente as imediações do sítio dos avós, onde ocorreu o desaparecimento, em busca de novas informações que possam ter passado despercebidas no primeiro momento.

Caso delicado e ausência de câmeras

Segundo o delegado, a investigação enfrenta dificuldades adicionais por se tratar de uma criança autista, não verbal, e por não haver câmeras de segurança na região.


O sítio fica em uma área de zona rural cercada por mata, o que amplia as possibilidades de deslocamento e dificulta a reconstituição exata do trajeto feito pela criança.

“Não temos imagens que mostrem se ela saiu sozinha, se foi levada ou para onde foi. Isso torna o desafio ainda maior”, explicou.


Mesmo sem câmeras, a tecnologia teve papel importante no caso. Com apoio da Delegacia de Pessoas Desaparecidas do DHPP, em Belo Horizonte, a Polícia Civil emitiu um Alerta Amber, que notificou moradores de cidades em um raio de até 160 quilômetros do local do desaparecimento.

“Muitas pessoas relataram que receberam o alerta. Esse tipo de ferramenta é fundamental e pode ter contribuído para que a Alice fosse localizada”, destacou o delegado.

Atendimento médico e protocolos de proteção

Após ser encontrada, Alice foi encaminhada a um hospital de referência e passou por todos os protocolos previstos para crianças vítimas de desaparecimento. Segundo a Polícia Civil, não foram constatados sinais externos de violência sexual, mas a apuração segue em andamento.

“Prestamos toda a assistência necessária. Em princípio, não há indícios de violência, mas seguimos investigando para esclarecer completamente o caso”, afirmou.

O delegado também relatou a emoção de acompanhar o desfecho positivo das buscas. “A polícia costuma lidar com tragédias. Encontrar uma criança viva, segura, de volta à família, é algo muito gratificante”, disse.

As investigações continuam sob sigilo. A Polícia Civil reforça que qualquer conclusão só será apresentada após a completa apuração dos fatos, garantindo o devido processo legal e evitando especulações que possam prejudicar a família ou o andamento do caso.

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