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Supermercados de BH limitam a quantidade de arroz por cliente

Estratégia é para evitar que a população estoque o produto que teve aumento de até 46% na Grande BH, chegando a custar quase R$ 30 em algumas lojas

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7, com Record TV Minas

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Preço do arroz tem variação de até 30% entre lojas
Preço do arroz tem variação de até 30% entre lojas

Supermercados de Belo Horizonte começaram a limitar a quantidade de arroz vendida aos clientes devido à alta nos preços do produto. A estratégia visa evitar que os consumidores estoquem a comida e, assim, pressionem os preços ainda mais para cima.

Em duas redes que ficam na região Leste da capital mineira, a reportagem encontrou o aviso de limite de cinco pacotes de cinco quilos por pessoa. Segundo a Amis (Associação Mineira de Supermercados), a prática não é ilegal e é aplicada em casos de possível desajuste no abastecimento.

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Uma pesquisa do site Mercado Mineiro aponta que, em comparação aos preços praticados em abril deste ano, a Grande BH registrou um aumento de até 46% para algumas marcas de arroz vendido nos pacotes de cinco quilos.

Em determinados supermercados, o "queridinho" da mesa dos brasileiros chegou a custar R$ 29,98. A variação do valor de um mesmo produto entre as lojas pode chegar a até 30%. Segundo o levantamento, a média de preço do arroz branco Prato Fino tipo 1 subiu de R$ 18,44 para R$ 26,92 no período. Já o arroz branco Tia Jú foi de R$ 12,77 para R$ 16,68.

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Feliciano Abreu, diretor do Mercado Mineiro, explica que o salto no valor do alimento se deve à alta no dólar e à mudança de rotina provocada pela pandemia.

— Com a alta do dólar, fica melhor para o produtor exportar do que vender para o mercado interno. Além disso, é um produto de primeira necessidade. Com o pessoal dentro de casa, passaram a consumí-lo mais.

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Antônio Claret, presidente da Amis, defende que os supermercados não estão aumentando a margem de lucro sobre o produto.

— A Amis afirma, de forma categórica, que os supermercados não estão majorando as margens. Pelo contrário, as margens estão extremante achatadas em função da elevação de custos.

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Outro produto que também está sendo vendido em quantidade limitada em algumas redes em Belo Horizonte é o óleo de soja, que viu seu preço quase dobrar desde o início da pandemia. Em uma loja, os clientes só podem comprar 10 garrafas de 900 ml.

Tentativa de controle

No final desta quarta-feira (9), o Comitê-Executivo de Gestão da Camex (Câmara de Comércio Exterior) zerou a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca beneficiado até o dia 31 de dezembro na tentativa de reduzir o preço do produto para a população.

Nesta semana, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, garantiu que não haverá desabastecimento de arroz no país. Segundo o Governo Federal, a produção da safra 2020/2021 deve ser 7,2% maior que a anterior, chegando a 12 milhões de toneladas.

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