Suspeito de matar universitária já foi preso por estupro e cumpria prisão domiciliar desde 2025
Homem de 43 anos voltou a ser procurado após novo crime em Juatuba; Justiça determinou regressão ao regime fechado e expedição de mandado de prisão
Minas Gerais|Do R7

O homem de 43 anos suspeito de envolvimento na morte da universitária Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos, já possuía antecedentes criminais e havia cumprido pena em regime fechado por estupro, além de tráfico, furto e roubo, segundo informações da comarca de Juatuba.
De acordo com os registros judiciais, ele estava preso na Comarca de Patrocínio. Em setembro de 2025, porém, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) desclassificou o crime de tráfico para uso de drogas, o que levou à extinção da pena de oito anos de reclusão anteriormente aplicada.
Com a reavaliação, em dezembro de 2025 a Justiça de Patrocínio recalculou a pena e concedeu progressão para o regime semiaberto domiciliar, com expedição de alvará de soltura cumprido em 20 de dezembro. No mês seguinte, o processo foi encaminhado para a comarca de Juatuba, após o sentenciado informar endereço residencial na cidade.
Após o assassinato da estudante, a Polícia Militar comunicou a suspeita do novo crime à Justiça. Diante disso, o juízo de Juatuba determinou a regressão cautelar do investigado para o regime fechado e expediu mandado de prisão.
Segundo a PM, o suspeito teria fugido para o Centro de Belo Horizonte depois de chegar em casa com arranhões pelo corpo e marcas de sangue nas roupas. Ele teria tomado banho, pegado dinheiro com a mãe e deixado o imóvel. O serviço de inteligência do 1º Batalhão segue nas buscas para localizá-lo.
Vanessa foi encontrada morta na terça-feira (10), em uma área de mata às margens da BR-262, no bairro Boa Vista, em Juatuba. A jovem estava desaparecida desde o dia anterior, quando saiu do trabalho no Sine com destino a Pará de Minas, onde morava com a família.
Imagens de câmeras de segurança mostram a estudante caminhando em direção a um ponto de ônibus na rodovia e sendo seguida por um homem. Outras gravações indicam possível discussão e luta corporal antes do desaparecimento. A hipótese de latrocínio foi descartada, e a polícia trabalha com a possibilidade de crime premeditado.
A morte causou forte comoção em Juatuba e Pará de Minas. O corpo da universitária foi velado e enterrado nesta quarta-feira (11), no Cemitério Parque da Serra. A Polícia Civil segue com as investigações e pede que informações que possam ajudar na localização do suspeito sejam repassadas de forma anônima às autoridades.
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