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Suspeito de fraudar sistema judiciário usa alvará de soltura falso e foge em MG

Fuga está relacionada à operação Veredicto Sombrio, realizada pela Polícia Civil no dia 10 de dezembro

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7 e Asafe Alcântara, da Record Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Dois homens, entre eles Ricardo Lopes de Araújo, fogem do sistema prisional em MG usando alvarás de soltura falsificados.
  • A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública confirmou que o alvará de Ricardo era falso e foi identificado após sua liberação em 20 de dezembro.
  • O Tribunal de Justiça de Minas Gerais cancelou as ordens fraudulentas rapidamente e acionou órgãos de segurança para recapturar os foragidos, sendo que um deles já foi localizado.
  • A fuga está relacionada à operação Veredicto Sombrio, realizada pela Polícia Civil em 10 de dezembro, que desmantelou um grupo que aplicava golpes utilizando dados do Judiciário mineiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Quatro detentos teriam se beneficiados dessas fraudes; três permanecem foragidos Divulgação/Sejusp

Três homens seguem foragidos desde o último sábado (20) após conseguirem deixar o sistema prisional de Minas Gerais por meio de alvarás de soltura fraudados. Entre eles, está Ricardo Lopes de Araújo, de 32 anos, conhecido como “Dom”, um dos investigados presos pela Polícia Civil no último dia 10 de dezembro durante a operação Veredicto Sombrio.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Ricardo foi desligado do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira no dia 20 de dezembro, após a apresentação de um alvará de soltura que posteriormente foi identificado como falso.


Em nota, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que todas as ordens fraudulentas foram detectadas em menos de 24 horas após a suposta expedição e imediatamente canceladas. Segundo o tribunal, também foram adotadas providências para a restauração dos mandados de prisão e os órgãos de segurança estaduais e federais foram acionados para a recaptura dos foragidos. Quatro detentos teriam se beneficiados dessas fraudes, são eles: Ricardo Lopes de Araújo, Wanderson Henrique Lucena Salomão, Nikolas Henrique de Paiva Silva e Júnio Cezar Souza Silva. Júnio Cezar Souza Silva foi recapturado na noite desta segunda (22).

O tribunal reforçou a confiança nos sistemas judiciais administrados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e afirmou manter vigilância constante para prevenir e combater tentativas de fraude.


Confira a nota da Sejusp na íntegra

“Informamos que Ricardo Lopes de Araújo, Wanderson Henrique Lucena Salomão, Nikolas Henrique de Paiva Silva e Júnio Cezar Souza Silva foram desligados do Ceresp Gameleira, em 20 de dezembro de 2025, mediante a apresentação de habeas corpus, no Banco Nacional de Mandados de Prisão. A ocorrência está sendo apurada administrativamente, e foram instaurados os procedimentos internos cabíveis, além dos encaminhamentos para as investigações no âmbito criminal.


O TJMG já expediu mandados de prisão contra os quatro indivíduos, que são considerados foragidos da Justiça. Júnio Cezar Souza Silva foi recapturado ontem à noite (22/12), enquanto Ricardo, Wanderson e Nikolas ainda não foram encontrados. As demais informações sobre o caso devem ser apuradas diretamente com o Poder Judiciário.

As forças de segurança atuam de forma integrada na apuração rigorosa dos fatos, com adoção das medidas administrativas e criminais cabíveis, bem como na recaptura dos presos.


Informações que possam contribuir para a localização dos foragidos podem ser repassadas, de forma anônima e segura, por meio do Disque Denúncia Unificado 181."

Operação Veredicto Sombrio

A fuga está relacionada à operação Veredicto Sombrio, realizada pela Polícia Civil no dia 10 de dezembro. Na ocasião, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em Sete Lagoas, na região Central do estado, contra um grupo suspeito de aplicar golpes utilizando dados de integrantes do Judiciário mineiro, incluindo juízes.

Durante a ação, a Polícia Civil apreendeu celulares, notebooks, tablets, joias e outros objetos de valor. Os policiais também foram orientados a recolher cartões bancários em nome de terceiros, caso encontrados.

As investigações apontam que o grupo utilizava informações indevidamente obtidas para fraudar documentos oficiais, entre eles alvarás de soltura, o que possibilitou a liberação irregular de presos. O caso segue sob apuração, e as forças de segurança continuam as buscas pelos foragidos remanescentes.

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