Topografia de cidades mineiras agrava risco de deslizamentos, diz geólogo
Temporais que atingem Minas Gerais desde o início da semana deixaram ao menos 57 mortos, segundo a Defesa Civil do estado
Minas Gerais|Do R7, com RECORD NEWS
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As fortes chuvas que atingem a Zona da Mata mineira desde o início da semana deixaram ao menos 57 mortos, de acordo com a Defesa Civil de Minas Gerais. Segundo Marcelo Gramani, geólogo do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo), a topografia das cidades afetadas contribui para agravar a vulnerabilidade da região em períodos de chuvas.
“Os terrenos são extremamente acidentados. Então, é o que a gente vê pelas reportagens quando falam da encosta, do morro, de um talude, de um barranco. Tudo isso são pontos bastante críticos na geração desse processo que a gente chama de deslizamento ou também de escorregamento”, explica Gramani.

O geólogo destaca a necessidade de realocar moradores de áreas de risco de forma “preventiva e temporária”, e afirma que, mesmo após a trégua nas chuvas, é necessário cuidado ao voltar para casa.
“Não é porque a chuva cessou, que ela parou, que a região está segura. Os acumulados de chuva estão girando em torno de 700 milímetros. A gente sabe que isso é muita chuva. Isso quer dizer que o solo está encharcado e saturado. Então, a gente precisa de alguns dias ainda de estiagem, sem chuva, para que esse solo drene”, conclui.
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