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Três funcionárias são suspeitas de fraude em cartório da Grande BH 

Denúncia anônima revelou que os casais pagavam pelos registros civis, mas o dinheiro não entrava no caixa do cartório, localizado em Contagem (MG)

Minas Gerais|Garcia Júnior, da Record TV Minas

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Três funcionárias são suspeitas de um suposto esquema de fraudes em um Cartório de Registro Civil de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

O esquema foi revelado por uma das participantes, que denunciou que os casais pagavam pelas taxas de registro de casamento civil, mas o dinheiro era desviado antes de chegar ao caixa do cartório. Segundo ela, a chefe do setor e outra funcionária estão envolvidas no esquema.


De acordo com a advogada da suspeita que confessou a fraude, ela explica que foi coagida pela chefe do setor a fazer parte do golpe.

— A chefe do setor que começou o esquema. Até o momento em que minha cliente denunciou o esquema, a chefe foi até ela e disse ela ia participar do e que não podia contar isso pra ninguém. Todos os dias ela era ameaçada por isso. Se ela contasse, ela seria taxada como a mentora do esquema.


Esquema acontecia em um cartório de Contagem (MG)
Esquema acontecia em um cartório de Contagem (MG)

Uma gravação telefônica feita pela denunciante confirma que ela foi coagida a entrar no esquema.

"Eu entrei nessa por coação. O que acontece, todo mundo tem minha senha e às vezes, tinham coisas que eram feitas com minha senha", disse a suspeita no áudio. 


Ao receber as denúncias anônimas da suspeita por telefone, o cartório descobriu o esquema.

"Disse que o setor de casamento tava roubando. As meninas estavam roubando. Foram uns 55 casamentos desviados", disse um funcionário em outra gravação.


A suspeita, denunciante do crime, não soube informar há quanto tempo, exatamente, existia o esquema e nem quanto foi desviado. Segundo a advogada dela, a mulher vai tentar provar na Justiça a coação e que não é a mentora da fraude.

— Inclusive a capa do processo consta somente o nome dela [denunciante] como estelionatária. As outras duas estão sendo investigadas, mas no momento que foram chamadas e intimadas a depor, utilizaram o direito constitucional de se manterem caladas. 

Outro lado

Por nota, o cartório informou que aguarda a conclusão do inquérito e disse ainda que nenhum casal de noivos foi prejudicado já que os casamentos foram realizados em conformidade com a lei.

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