Unesco investiga fake news sobre título a músicos mineiros
Documento falso informou sobre o reconhecimento da obra de Tavinho Moura e Fernando Brant como Patrimônio Imaterial
Minas Gerais|Do R7

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) informou, nesta quarta-feira (4), que investiga a origem de uma fake news que disseminou o relato falso de que o órgão havia concedido o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade à obra de Fernando Brant e Tavinho Moura, ex-integrantes do conhecido grupo Clube da Esquina.
A falsa concessão foi divulgada na última semana, segundo a Unesco, a partir de um documento falso com o brasão da instituição. "Jornais e sites receberam um documento falso, com a logomarca da Unesco e a assinatura do diretor-geral adjunto de Cultura da Organização, sr. Ernesto Ottone, que foram utilizadas sem autorização. O documento cita o nome de Lucas Guimaraens como embaixador da Unesco. A referida pessoa não é embaixadora da Unesco", pontuou a organização em nota.
As publicações se espalharam pela internet, mas, segundo a Organização das Nações Unidas, a obra musical dos artistas mineiros nem mesmo estava na última lista de candidatos, avaliada em 2021, apesar da relevância dos trabalhos.
"A decisão de inscrever um elemento apresentado por um Estado-membro é tomada pelo Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, que examina os pedidos de inscrição apresentados com base em critérios definidos e em um processo de avaliação", explicou em nota.
"A Unesco está apurando a origem do material falso mencionado anteriormente, que cita sem autorização a organização, bem como tomará as providências cabíveis para responsabilizar os autores do documento", concluiu a instituição.
A reportagem tenta contato com a equipe do músico Tavinho Moura e com a família de Fernando Brant, morto em junho de 2015.
O Clube da Esquina
O Clube da Esquina foi um grupo que surgiu no início da década de 1960, em Belo Horizonte. Ele era formado por músicos e compositores que se reuniam em áreas boêmias da capital mineira para tocar. Os precursores do movimento musical foram Milton Nascimento e os irmãos Márcio e Lô Borges. Depois, outros nomes vieram. Entre eles, Toninho Horta, Wagner Tiso, Beto Guedes, Fernando Brant e Tavinho Moura.














