Minas Gerais Único laboratório para terapias de doenças raras do Brasil será construído na UFMG

Único laboratório para terapias de doenças raras do Brasil será construído na UFMG

Expectativa da administração é que o laboratório inicie as atividades no fim de 2023 e, futuramente, seja usado pelo SUS

A Finep Inovação e a Fapemig investirão R$2 milhões na construção

A Finep Inovação e a Fapemig investirão R$2 milhões na construção

ThinkStock

O único laboratório para produção de medicamentos para doenças raras do Brasil será construído no Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

O espaço produzirá medicamentos feitos por terapia genética destinados ao tratamento de doenças raras, como a Síndrome de Dravet, uma doença progressiva e incapacitante, resistente a tratamento. A enfermidade não tem cura e, com um possível medicamento, pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Segundo a UFMG, o SUS (Sistema Único de Saúde) não dispõe de terapia específica para doenças tão raras como essa, a não ser um conjunto de remédios formulados para outros tratamentos. A expectativa da universidade é que, quando concluído e posto em atividade, o laboratório possa ser utilizado para a saúde pública brasileira. 

A Finep Inovação e Pesquisa, vinculada ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação, investirá R$2 milhões no laboratório, assim como a Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais), que investirá o mesmo valor. 

O projeto do laboratório propõe uma plataforma biotecnológica baseada no uso da tecnologia de CRISPR-Cas9 e funcionará junto ao centro de produção de vetores virais para tecnologia de CRISPR-Cas9 do ICB. O local é coordenado pelo professor Antônio Oliveira, do Departamento de Farmacologia do ICB, segundo a UFMG.

A construção do laboratório, segundo o subcoordenador Vinícius Toledo Ribas, professor do Departamento de Morfologia do ICB, trará diversos benefícios para a saúde pública. “Além da produção de terapias que têm altos impactos para a saúde pública e para a sociedade, incluindo elevados custos para o SUS [atualmente, as terapias para doenças como a Síndrome de Dravet precisam ser importadas], a plataforma deve funcionar como celeiro para formação de recursos humanos nessa área específica”, conta.

A previsão para início das atividades no local, segundo o ICB, é para até o fim de 2023, em 2024, a administração espera já ter resultados.

*Estagiária sob supervisão de Pablo Nascimento

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