Minas Gerais Vacina da UFMG pode proteger gestantes de efeitos da cocaína

Vacina da UFMG pode proteger gestantes de efeitos da cocaína

Testes apontam que medicamento também pode servir de escudo para os bebês; universidade luta por financiamento para pesquisa

Pesquisadores precisam de R$ 6 mi para projeto

Pesquisadores precisam de R$ 6 mi para projeto

Reprodução / Freepik

Um estudo publicado em uma revista científica internacional neste mês aponta que uma vacina desenvolvida por pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) tem potencial para inibir os efeitos da cocaína sobre a saúde de grávidas e dos bebês em gestação.

Os testes iniciais feitos em ratas indicam que o medicamento impediu a passagem das substâncias relacionadas à droga para os cérebros da mãe e do feto, conforme explica o médico Frederico Garcia, professor do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG.

— Quando é consumida, a cocaína coloca o organismo da mãe em estresse e reduz o apetite. Ela também reduz o oxigênio passado na placenda e faz o bebê ter menor peso na gestação, aumentando o risco de aborto. As ratas vacinadas ganharam 50% mais de peso que as não vacinadas e tiveram 30% mais filhotes.

O imunizante foi desenvolvido a partir de uma outra pesquisa da universidade sobre vacina anticocaína para dependentes. Agora, para continuidade dos estudos, o laboratório precisa arrecadar aproximadamente R$ 1 milhão para chegar à fase de pesquisa em humanos e outros R$ 5 milhões para finalizar os testes que permitem colocar o produto no mercado.

— A gente tenta não mandar a tecnologia para desenvolvimento em outros países porque o produto volta mais caro para o Brasil. Precisamos valorizar o trabalho que é realizado aqui.

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