Veja tudo o que se sabe sobre a corretora mineira morta por síndico em Goiás
A mulher estava desaparecida em Caldas Novas (GO), onde mora; Polícia Civil encontrou corpo e prendeu três pessoas
Minas Gerais|Túlio Lopes e Maria Luiza Reis, do R7, em Belo Horizonte
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A corretora mineira Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi morta pelo síndico Cleber Rosa de Oliveira, em Caldas Novas (GO). Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico, e o porteiro do prédio também foram presos por envolvimento na morte de Daiane. Ela ficou desaparecida por mais de 40 dias e teve o corpo localizado em área de mata nessa quarta-feira (28). Entenda a cronologia do caso:
Conflito
A Polícia Civil confirmou que Daiane e o síndico tinham uma série de atritos anteriores. No dia 11 de dezembro, cinco dias antes do desaparecimento, o síndico perdeu uma ação judicial movida pela corretora. A decisão garantiu a Daiane acesso irrestrito às dependências do condomínio e indenização por danos morais.
Os conflitos, segundo familiares, já haviam sido registrados em boletins de ocorrência. Em um deles, do ano passado, a corretora chegou a prestar depoimento na delegacia e fez acusações contra o síndico do prédio. “Ele me deu um soco, uma cotovelada no meu rosto”, contou durante o depoimento.
Desaparecimento
Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro. Ela havia sido vista pela última vez no prédio em que morava, em Caldas Novas (G0). Câmeras de segurança do elevador registraram a os últimos momentos da corretora por volta das 19h, quando ela desceu para contestar o corte de energia elétrica do apartamento.
Não havia imagens de Daiane deixando o prédio nem retornando ao apartamento e o carro dela também não foi usado.
Veja as últimas imagens da mulher:
Denúncia da família
A família procurou as autoridades e a mídia para dar visibilidade ao caso que parecia ser um mistério. Para a mãe, Nilse Alves Pontes, o desaparecimento era um mistério. Ela afirmou que a filha “literalmente desapareceu dentro de casa”, já que não havia qualquer indício de que tenha ido para a rua ou saído de carro.
Vídeos feitos pela vítima
A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, enviou um vídeo para a amiga antes de desaparecer. No vídeo, ela deixa o apartamento, entra no elevador e chega a encontrar outro morador do prédio. Durante a gravação, Daiane explica o motivo da saída: “Estou filmando porque minha energia está sendo cortada lá embaixo. Vou ver isso, porque todas as minhas contas estão pagas”.
Esses vídeos enviados pela corretora momentos antes do desaparecimento e o comportamento suspeito do síndico do prédio são peças-chave para a condução da investigação, segundo o delegado André Luiz.
Denúncia Ministério Público
O Ministério Público de Goiás apresentou uma denúncia contra o síndico do condomínio onde morava a corretora de imóveis mineira Daiane Alves. Segundo o Ministério Público, o síndico teria praticado atos que configuram perseguição contra Daiane. Houve sabotagem de serviços essenciais no condomínio, como o fornecimento de água e energia, além de agressões à corretora antes do desaparecimento.
A denúncia descreve condutas que teriam causado constrangimento, prejuízos e riscos à integridade da vítima no ambiente em que ela morava.
Encontro do corpo e prisão do suspeito
O corpo de Daiane Alves, que estava desaparecida desde dezembro de 2025 em Caldas Novas (GO) foi encontrado durante a madrugada desta quarta-feira (28). O síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos na madrugada sob suspeita de envolvimento no crime. Os dois confessaram o homicídio à polícia. O porteiro do prédio também foi preso por ter participação no crime.
Polícia divulga informações
A Polícia Civil fez uma coletiva de imprensa, durante a tarde desta quarta-feira (28). Durante a coletiva, a Polícia Civil explicou como chegou até o suspeito.
De acordo com a Polícia Civil, 22 pessoas foram ouvidas. A polícia confirmou que o crime foi cometido dentro do prédio, em um intervalo de apenas oito minutos. Daiane foi morta no subsolo do condomínio, onde ficava o padrão de energia elétrica.
Um dos fatores determinantes foi a constatação de que, antes de sair do apartamento, Daiane deixou a porta aberta. No dia seguinte, quando seus familiares foram ao local procurar por ela, a porta estava fechada. Essa informação fez com que os investigadores determinassem que o suspeito era alguém com acesso ao condomínio.
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