Veja tudo o que se sabe sobre operação policial de combate ao crime organizado após homicídio em MG
A vítima, um homem de 33 anos, seria uma liderança da venda de drogas, na região centro-sul de BH
Minas Gerais|Do R7

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) realizou, na manhã desta terça-feira (23), a “Operação Dominus”, com foco no combate a grupos criminosos que atuam dentro do sistema prisional de Minas Gerais e também em aglomerados da capital mineira. A ação foi realizadas pelas Polícias Militar, Civil e Penal. A operação teve início por volta das 7 horas da manhã.
A iniciativa ocorre após o encerramento da primeira fase da Operação Sinapse, que mirou facções criminosas com atuação em nível estadual.
Homicídio
A operação foi desencadeada após a morte de um traficante do Aglomerado da Serra. O homem, de 33 anos, seria uma liderança da venda de drogas, na região centro-sul de BH. A vítima, conhecida pelo apelido de “Grandão”, foi morta com diversos disparos de arma de fogo na noite do último sábado, no bairro Funcionários, em BH.
Foram efetuados pelo menos 13 disparos contra o veículo. Uma morte que, para o Governo de Minas, representa a tentativa de entrada de grandes organizações criminosas querendo tomar o aglomerado.
Grupos Criminosos
Desta vez, o trabalho concentra esforços em grupos criminosos locais, apontados pela inteligência da Polícia Penal como potenciais núcleos de expansão e de cooptação por organizações criminosas de maior porte.
Durante coletiva de imprensa durante a tarde desta terça-feira (23), o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, informou que as grandes facções criminosos, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho (CV) tentam entrar no Aglomerado da Serra e que a operação visa combater essa invasão.
Segundo a Sejusp, o objetivo da operação é romper canais de comunicação e estruturas de hierarquia desses grupos, desarticular lideranças emergentes e impedir a consolidação de atividades ilícitas dentro das unidades prisionais.
Operação continuará
Ainda de acordo com o Governo de MG, a operação continuará até a normalização das interferências de grandes organizações criminosas no aglomerado.
Monitoramento nas celas
Ao todo, 1.980 policiais penais participam da ação, com apoio de 19 drones utilizados para o monitoramento das unidades. As operações ocorrem simultaneamente em 23 unidades prisionais do Estado, que somam mais de 17 mil internos.
Entre as medidas adotadas, estão revistas em celas, apreensão de materiais ilícitos e transferências estratégicas de presos, visando enfraquecer a organização e o comando dos grupos criminosos.
Resultado da operação
O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, disse que, até o momento, 8 pessoas foram presas na operação, além de drogas e armas que foram apreendidas.
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