Velório da corretora Daiane Alves será realizado em Uberlândia (MG) nesta quarta-feira (4)
Cerimônia ocorre após conclusão do laudo da Polícia Científica que confirmou a causa da morte
Minas Gerais|Cler Santos, da Record Minas, Túlio Melo e Maria Luiza Reis, do R7
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O velório e o sepultamento da corretora de imóveis mineira Daiane Alves Souza, de 43 anos, serão realizados na cidade onde ela nasceu e mantinha vínculos afetivos. A homenagem terá início às 13h desta quarta-feira (4), no Cemitério e Crematório Parque dos Buritis, em Uberlândia, a 537 km da capital mineira.
O documento pericial, emitido no dia 3 de fevereiro de 2026, aponta que Daiane morreu em decorrência de um ferimento grave na cabeça, provocado por disparo de arma de fogo. O laudo classifica a morte como homicídio.
Mesmo com o caixão lacrado, a família fez questão de garantir um momento de despedida. Uma sala foi reservada para que amigos e pessoas próximas possam prestar as últimas homenagens de forma breve e respeitosa. No momento do sepultamento, balões serão soltos como forma de tributo e pedido de paz.
Daiane estava desaparecida há mais de 40 dias em Caldas Novas (GO), onde morava. O corpo foi localizado em uma área de mata na madrugada de quarta-feira (28). O síndico do condomínio onde ela residia, Cléber Rosa de Oliveira, foi preso e confessou o crime. O filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, e o porteiro do prédio também foram detidos por envolvimento no homicídio.
De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu dentro do próprio condomínio, no subsolo onde fica o padrão de energia elétrica, e foi cometido em um intervalo de apenas oito minutos. Imagens de câmeras de segurança registraram os últimos momentos de Daiane no prédio, por volta das 19h do dia 17 de dezembro, quando ela deixou o apartamento para contestar o corte de energia elétrica, apesar de afirmar que todas as contas estavam pagas.
Antes de desaparecer, Daiane chegou a enviar vídeos para uma amiga explicando a situação e registrando o trajeto até o elevador. Esses registros, somados ao comportamento considerado suspeito do síndico, foram apontados pela polícia como peças-chave para o avanço das investigações.
As apurações também revelaram um histórico de conflitos entre a corretora e o síndico. Cinco dias antes do desaparecimento, Cléber havia perdido uma ação judicial movida por Daiane, que garantiu a ela acesso irrestrito às áreas do condomínio e indenização por danos morais. Familiares relataram que as desavenças já haviam sido registradas em boletins de ocorrência, incluindo acusações de agressão física.
O Ministério Público de Goiás apresentou denúncia apontando que o síndico praticava atos de perseguição contra Daiane, incluindo sabotagem de serviços essenciais, como água e energia, além de agressões anteriores ao desaparecimento.
A Polícia Civil informou que 22 pessoas foram ouvidas durante a investigação. Um dos pontos decisivos foi a constatação de que Daiane deixou a porta do apartamento aberta ao sair. No dia seguinte, quando familiares foram procurá-la, a porta estava fechada, indicando que alguém com acesso ao condomínio teria retornado ao local.
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