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Vereador Wilsinho da Tabu e assessor são suspeitos de agredir funcionários de escola em BH 

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal, o parlamentar teria ido à escola fazer uma visita técnica

Minas Gerais|Do R7, com André Santos, da Record TV Minas

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Vereador diz que tentaram agredi-lo e que apenas se defendeu
Vereador diz que tentaram agredi-lo e que apenas se defendeu

O vereador de Belo Horizonte Wilsinho da Tabu (Progressistas) e um assessor dele foram ouvidos em uma delegacia na noite da quinta-feira (24), sob suspeita de agredir a diretora de uma escola infantil e um porteiro da instituição. A confusão foi na Emei do bairro Sagrada Família, região leste de Belo Horizonte.

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De acordo com o Sind-Rede/BH, Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte, o parlamentar teria ido à escola fazer uma visita técnica. No local estava acontecendo a apresentação de um coral com deficientes visuais. 


“O assessor do Wilsinho estava gravando e filmando, e eu pedi para ele não fazer, isso para preservar a imagem das crianças dentro da escola. Ele começou a gritar comigo, falando que ia acabar com a minha vida, que, se eu não o conheço, iria conhecê-lo. Falaram que eu não ia trabalhar mais lá", contou a diretora Lisa Minelli. 

Ainda segundo o Sind-Rede, o vereador teria desacatado a diretoria e tentado dar um soco no porteiro. “Como ele gritava muito, as pessoas ficaram assustadas. O porteiro veio intervir, porque os meninos começaram a chorar, a ficar nervosos. Ele tentou desferir um tapa no porteiro, que desviou, mas a coordenadora falou que esse tapa pegou nela, enquanto tentava apaziguar os ânimos", explicou a diretora. 


O vereador foi ouvido pela Polícia Civil e liberado. De acordo com o parlamentar, ele tinha ido à escola acompanhar uma apresentação musical, quando a diretora passou a agredir verbalmente um de seus assessores.

“Eu não encostei a mão em ninguém, a não ser no porteiro, que tentou me agredir e apontou o dedo na minha cara. Fui agredido com palavras, o meu assessor foi agredido. Tentaram nos colocar para fora da escola. Eu queria apenas assistir à apresentação de um coral, a que eu já assisti várias vezes. Uma escola que eu ajudei a levar para o meu bairro, em que eu nasci e fui criado", disse o vereador. 


Em vídeo, a diretora disse que cumpriu apenas o seu dever e que espera que os vereadores tenham mais empatia e respeito.

Nesta sexta-feira (25), o advogado Mariel Marra enviou à Câmara Municipal um pedido de cassação do mandato do vereador. A Câmara informou que o documento será encaminhado à Procuradoria-Geral do Legislativo, que, "como em qualquer representação de cidadão, avaliará os requisitos mínimos de admissibilidade do caso".

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