Vítima de assalto espera há oito meses por cirurgia para tirar balas
O homem de 42 anos tem projéteis alojados na mão e nas costas
Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

Um pintor luta há oito meses para fazer uma cirurgia e retirar balas alojada na mão e nas costas. O rapaz foi baleado durante um assalto.
Ivan Pereira dos Santos anda com dificuldade e afirma que perdeu a sensibilidade do pé direito.
— Hoje eu sinto uma grande dormência no lado direito do corpo. Se eu pisar em uma brasa de fogo, não sinto totalmente meu pé.
Os problemas são reflexos da bala alojada na coluna. Ele foi vítima de uma tentativa de assalto há cerca de um ano e foi alvejado três vezes. Dois disparos atingiram as costas e outro a mão do pintor.
Mesmo socorrido, os médicos não retiraram nenhuma bala do corpo de Ivan. Por causa do projétil que está perto do polegar, o homem de 42 anos perdeu alguns movimentos da mão e como sempre trabalhou como pintor, teve que aprender outra função para sustentar a família. Ele conta que hoje vive com o que ganha lavando carros.
— Se eu não trabalhar, eu não tenho um meio de renda. Tenho uma família e contas a pagar.

Segundo o pintor, especialistas já disseram que as balas alojadas nas costas não podem ser retiradas porque são procedimentos de alto risco. Mas ele espera que a da mão seja removida, já que recebeu um encaminhamento médico, mas, há quase oito anos, espera uma resposta.
A Secretaria Estadual de Saúde informou que o pintor foi atendido em Contagem, na região metropolitana de BH. Já a Prefeitura de Contagem informou que encaminhou para Belo Horizonte, em maio deste ano, o pedido de cirurgia, que foi negado. Ainda segundo a prefeitura, o pedido vai ser reenviado neste mês. Além disso, o paciente vai ser encaminhado para o Hospital Municipal da cidade, que passou, recentemente, a fazer esse tipo de cirurgia.















