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Zoológico de BH abriga população de animais idosos

Alguns animais já superaram a média de vida e, devido a idade, demandam cuidados especiais

Minas Gerais|Thaís Mota, do R7

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Macho de sagui-imperador está com 27 anos, sendo que a expectativa de vida da espécia geralmente não ultrapassa os 18 anos
Macho de sagui-imperador está com 27 anos, sendo que a expectativa de vida da espécia geralmente não ultrapassa os 18 anos

Em meio aos mais de 4.000 animais demais de 270 espécies, o Zoológico de Belo Horizonte abriga alguns bichinhos cuja idade tem superado a média de vida da espécie até mesmo em cativeiro. Ou seja, ele já são idosos e, por isso mesmo, demandam alguns cuidados especiais.

Um exemplo é um macho de sagui-imperador que está com 27 anos. Isso supera em nove anos a média de vida da espécie em cativeiro que, em geral, não supera 18 anos. Já na natureza, a expectativa de vida é ainda menor como explica a veterinária da Fundação Zoo-Botânica, Maria Elvira Loyola Teixeira da Costa


— Em cativeiro os animais geralmente vivem mais porque um problema, que dentro do zoológico pode não ter muita importância, no ambiente natural pode significar a morte do animal. Por exemplo, se um leão torce a perna em cativeiro isso não tem muita importância. Mas, na natureza, ele pode ficar impedido de caçar e de se defender.

O gavião real - ou harpia - está no zoológico de BH há quase 40 anos
O gavião real - ou harpia - está no zoológico de BH há quase 40 anos

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Outros mamíferos que vivem no zoo de BH também já estão com idade avançada, como é o caso de uma fêmea de rinoceronte que está há 44 anos, enquanto a média de vida é 40 a 50 anos. Já o hipopótamo macho também possui 40 anos, quando a média de vida em seu habitat natural é de 41 anos. Também há um tamanduá-mirim com dez anos, ou seja, dentro da média de vida da espécie.

Já em relação aos répteis e lagartos, a Fundação Zoo-Botânica não tem a idade ao certo dos animais já que, a maior parte deles, chegou à instituição de resgates de fauna e apreensões do Ibama. No entanto, em alguns casos é possível saber que o animal já é idoso em função do período em que está no plantel, como é o caso da jiboia. Ela já vive há 18 anos no zoo da capital, enquanto a média de vida da espécie não passa de 20 anos.


Um dos animais que está há mais tempo no zoológico é um macho de gavião real ou harpia, que já se encontra na instituição desde 1978, sem levar em consideração a idade que ele tinha quando foi incorporado ao acervo. No entanto, um gavião de grande porte pode viver até 55 anos em cativeiro, ou seja, este ainda está na flor da idade.

— Isso é um sinal de que a gente está conseguindo fornecer para o bicho a maior parte das necessidades dele.


Cuidados especiais

De acordo com a veterinária Maria Elvira, a importância de se precisar ao máximo idade dos animais é que, quando eles ficam mais velhos, demandam uma atenção especial e, na maioria das vezes, uma alimentação diferenciada e enriquecida em alguns nutrientes. 

— Com a idade, boa parte dos animais requer menos energia e, por isso, precisam de uma comida mais leve. Além disso, existe uma demanda maior de vitaminas e minerais e algumas espécies precisam até de uma complementação alimentar.

Além disso, a veterinária explica todos os animais da Fundação Zoo-Botânica são monitorados diariamente e isso permite que os profissionais identifiquem com rapidez qualquer sinal de que um determinado animal não está bem. Eles também passam por exames de saúde e acompanhamento veterinário. 

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