Como amenizar as reações das vacinas contra Covid?
Especialistas explicam quais são as reações após a injeção dos imunizantes contra Covid e o que fazer para reduzir estes efeitos
MonitoR7|Do R7

Com o avanço da vacinação contra Covid nos estados brasileiros, muitas experiências e relatos surgem sobre as reações pós imunização. Porém, até que ponto essas histórias são verdadeiras? Esses boatos, por muitas vezes, desencorajam aqueles que ainda não tomaram as doses de vacina. Por isso, o MonitoR7 decidiu checar tudo que envolve as reações das vacinas contra Covid.
Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), falou ao MonitoR7 sobre as reações mais comuns depois da imunização, que são: dor no lugar de aplicação, reação inflamatória no local, dor no membro, mal estar, febre. "As reações mais comuns são, justamente, as reações mais comuns de qualquer vacina."
Como a prevenção é inviável, Bravo diz que com o uso de compressas frias nas primeiras horas e dias após a vacinação, é possível um alívio das reações locais. "Eventualmente, se a reação for mais intensa, pode ser utilizado, com orientação de um profissional de saúde, um anti inflamatório" diz a especialista.
Raquel Stucchi, infectologista da Unicamp e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, partilha das mesmas indicações de Bravo. Ao MonitoR7, a médica afirma que, geralmente, as reações duram entre um e três dias. "Se estiver incomodando muito, pode fazer uso de analgésico, de preferência aquele que já estiver acostumado a usar" conclui a doutora.
Em casos de reações sistêmicas, isto é, mal-estar e febre, a diretora indica a procura de um profissional da área para que este saiba os próximos passos do tratamento. "Esses eventos [febres] podem ser tratados com antitérmicos, de uso habitual" afirma Bravo. A especialista reforça que, caso os sintomas persistam, a pessoa deve imediatamente procurar um profissional.
Quando questionada sobre a razão de existirem reações às vacinas, a especialista garantiu que são ocorrências muito particulares, que fazem parte do processo de imunização de todas as vacinas, inclusive das contra Covid e dependem do organismo de cada indivíduo. "essas reações fazem parte do processo inflamatório, que faz parte da resposta imune às vacinas" declarou Bravo.
De acordo com a diretora da SBIm, as tecnologias diferentes de cada imunizante são as responsáveis pela variação nos tipos de reações. A vacina da Pfizer/BioNTech, desenvolvida usando o RNA mensageiro, apresenta maior percentual de ocorrências na aplicação da segunda dose. Já o imunizante Oxford/Astrazeneca, fabricado pela Fiocruz no Brasil, que usa de vetor viral, tem mais registros de reações intensas na primeira dose.
Por último, a Coronavac, fabricada pelo laboratório Sinovac em parceiria com o Instituto Butantan, é a que menos apresenta reações. Segundo Bravo, a razão é, também o tipo de vacina. "É uma tecnologia já bastante conhecida em outras vacinas e era esperado que ficasse num padrão de outras vacinas semelhantes" diz a especialista. A Coronavac usa o vírus desativado como tecnologia para imunização.
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