Jovem saudável morreu por reação à vacina?
Caso, na Itália, aconteceu meses atrás, mas os resultados da autópsia só foram divulgados recentemente
MonitoR7|Do R7

Circula nos grupos de mensagem uma informação sobre jovem italiana que morreu de uma reação adversa da vacina AstraZeneca, contra Covid-19.
Aos 18 anos, a estudante Camilla Canepa se vacinou no dia 25 maio e, nove dias, depois começou a apresentar sintomas contrários à vacinação. Ela procurou um pronto-socorro em Gênova. Lá, foi submetida a uma tomografia, que indicou ser um caso de trombocitopenia, uma condição que ocorre quando o número de trombócitos (plaquetas) circulando no sangue é inferior a 150.000/mm3. Ela também apresentou fotossensibilidade.
Dois dias depois, em 5 de junho, ela foi levada de volta ao pronto-socorro. Desta vez, o diagnóstico foi de trombose do seio cavernoso e foi necessário transferir a jovem para o Hospital San Martino, para uma cirurgia na cabeça. O procedimento, no entanto, não conseguiu salvar a vida de Camilla. Ela morreu em 10 de junho e os pais decidiram doar os órgãos.
Recentemente, os relatórios do legista Luca Tajana e do hematologista Franco Piovella foram entregues ao Ministério Público de Gênova. Camilla era saudável, não tomava nenhuma medicação e sua morte por trombose “deve ser razoavelmente referida a um efeito adverso da administração da vacina anti-covid”, segundo os profissionais que assinaram o laudo.
Segundo especialistas e autoridades sanitárias, em casos extremos e raros podem acontecer mortes como reação a algumas vacinas. No entanto, a probabilidade de morrer por Covid-19 é bem maior.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota informando que tais casos são raros e que os benefícios superam o risco do produto. No texto, a entidade recomenda a continuidade da vacinação de acordo com as orientações descritas na bula.
As bulas das vacinas da AstraZeneca e da Janssen, que tem tecnologia similar, chamam esse evento de “trombose em combinação com trombocitopenia associado a vacinas contra Covid com vetor de adenovírus”, e o classificam como “muito raro”.
Estudo recente da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) revelou dois dados: 91,49% das mortes causadas pela Covid-19 entre maio e julho deste ano vieram de pessoas que não foram vacinadas ou com vacinação incompleta.
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