Advogada paraibana afirma estar impedida de ver os filhos após visita ao pai das crianças, em 2025, no DF
Há 4 meses sem ver os filhos, que estão com o pai em Brasília (DF), a advogada paraibana Réa Sylvia Batista afirma que está sendo impedida...
Portal Correio|Do R7

Há 4 meses sem ver os filhos, que estão com o pai em Brasília (DF), a advogada paraibana Réa Sylvia Batista afirma que está sendo impedida ilegalmente pelo ex-marido de estar na presença das crianças. (Assista à entrevista mais abaixo)
A advogada se separou do homem, que é medico, em 2023, depois que foi agredida fisicamente por ele, o que gerou uma condenação do homem no Tribunal de Justiça do Distrito Federal por violência doméstica.
No ano seguinte, a Justiça concedeu a guarda unilateral das crianças (que têm 4, 9 e 10 anos) à Réa, porém desde o fim do ano passado, quando os filhos foram para Brasília visitar o pai, não retornaram mais à Paraíba – inclusive, foram matriculados em uma escola da Capital Federal.
A advogada, então, entrou com um mandado de busca e apreensão na Justiça para que pudesse levar os filhos de volta ao estado, porém a medida não foi cumprida.
Casamento conturbado
Mas a situação vivida com os filhos vem de anos e anos de um relacionamento conturbado que a advogada teve com o pai das crianças.
Réa contou ao Portal Correio que se casou com o médico, de nome Michel, em 2013, mas que o relacionamento sempre foi marcado por brigas e ciúmes – segundo a advogada, o então marido usava álcool e medicamentos em excesso.
A instabilidade no relacionamento fazia com que ele pedisse a separação. Uma dessas situações ocorreu quando Réa estava grávida da filha do casal.
A advogada afirma que além da violência psicológica, também sofreu por muito tempo violência patrimonial – segundo ela, em um determinado ponto da carreira dela que ela estava ganhando um bom salário, o marido pedia para ela parar de trabalhar e ficar cuidando dos filhos.
Agredida e salva pelos vizinhos
Réa conta que o episódio que foi a “gota d’água” para a separação foi quando um dia, em 2023, o ex-marido a agrediu fisicamente e ela também descobriu que ele tinha uma arma, com munições, dentro de um cofre instalado no quarto.
Afastada das crianças por policiais
No início de março deste ano, Réa foi até Brasília e tentou levar os filhos de volta para a Paraíba, mas foi impedida por policiais de se aproximar das crianças.
“A escola ligou para o Michel, avisou que eu estava lá. Quando deu 18h, 18h10, o porteiro falou que as crianças iriam sair por outro portão. Quando eu saí da escola, vieram dois policiais falar comigo e eu não entendi o motivo – primeiro disseram que tinha sido a escola (que chamou os policiais), depois disseram que foi o Michel. Quando eu vi que a minha filha tinha saído, fui correndo porque queria encontrar ela e os policiais vieram atrás de mim. Os meninos eu não consegui ver porque foram colocados rapidamente dentro do carro e o pai gritando ‘prendam ela’, e ele simplesmente saiu com o carro”.
Réa afirma que o pai está tentando medidas judiciais para tentar impedir que ela veja os filhos, apesar de já existir uma decisão em favor dela sobre a guarda.
“A intenção dele é me desqualificar como mãe, porque eu tenho a guarda unilateral em virtude da violência doméstica. O Michel nunca foi um pai presente, eu dediquei 11 anos da minha vida para cuidar das crianças. E como ele já não conseguia me atingir, que já tinha saído da fase do ‘luto’ do divórcio e tinha voltado a advogar, ele falou ‘agora é hora de atacar com os filhos'”, disse.
Receba todas as notícias do Portal Correio no grupo do WhatsApp ou Assine o Canal do Portal Correio no WhatsApp
O post Advogada paraibana afirma estar impedida de ver os filhos após visita ao pai das crianças, em 2025, no DF apareceu primeiro em Portal Correio - Notícias da Paraíba e do Brasil.
Uma vez eu estava dormindo, ele puxou meu lençol e disse ‘vamos nos separar’. Eu disse ‘vamos dormir, amanhã a gente conversa sobre isso’ e ele disse ‘vamos nos separar agora’. Não entendi nada. Eu estava grávida e chorava, dizia ‘pelo amor de Deus, não faz isso, a nossa bebê está pra nascer’, e ele disse ‘ela vai ser criada sem pai’.
Ele tinha duas pistolas Glock. (Após a agressão) Peguei as crianças porque só me veio isso na cabeça: ele vai matar a gente. Peguei as crianças e corri para a casa da minha vizinha, depois os pais dele vieram, conseguiram tirar ele de casa para eu voltar com as crianças, e eu fui pegar as armas para entregar ao pai dele, porque não queria aquelas armas em casa, com as crianças. Quando eu abri o cofre, vi que uma das armas estava municiada. O medo cresceu. Se eu tivesse ficado em casa, com certeza teria sido vítima de feminicídio












