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Após derrota no acordo com Mercosul, esquerda e direita pedem queda do premiê francês

A impotência do governo francês diante da aprovação pelo Conselho Europeu, nesta sexta-feira (9), do acordo comercial entre União Europeia...

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A impotência do governo francês diante da aprovação pelo Conselho Europeu, nesta sexta-feira (9), do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, levou ultraesquerda e ultradireita a anunciarem moções de censura ao primeiro-ministro Sébastien Lecornu, aprofundando a crise política.

A Reunião Nacional, maior partido de ultradireita, já havia anunciado sua moção na noite de quinta-feira (8). Na manhã desta sexta, foi a vez da França Insubmissa (LFI), principal agremiação da ultraesquerda.


Segundo a LFI, o presidente Emmanuel Macron “deixou a porta aberta à capitulação de nosso país” diante da Europa. Para Jordan Bardella, presidente da RN, Macron fingiu rejeitar o acordo: “Essa encenação é uma traição aos agricultores franceses”, escreveu.


Se aprovada pela maioria dos deputados, a moção de censura derruba o governo. Nomeado em setembro por Macron, Lecornu escapou de duas moções em outubro, graças a concessões feitas à esquerda moderada, sobretudo o congelamento da reforma das aposentadorias, que aumentaria de 62 para 64 anos a idade mínima.
Lecornu acusou a oposição de adotar uma “postura cínica e partidarista”.

Tanto os líderes da RN, Bardella e Marine Le Pen, quanto o da LFI, Jean-Luc Mélenchon, são pré-candidatos à eleição presidencial de 2027. Le Pen no momento está inelegível, devido a uma condenação por desvio de fundos do Parlamento Europeu, mas está recorrendo da sentença.


Embora Macron tenha anunciado na véspera que a França votaria contra o acordo, para vetá-lo seria necessário reunir pelo menos quatro países que somassem 35% da população do bloco.

A rejeição unânime dos partidos políticos franceses ao tratado se deve ao lobby poderoso dos agricultores locais, que temem a concorrência do Mercosul, apesar das cotas e cláusulas de salvaguarda que, em tese, impedem uma invasão de produtos sul-americanos.


Mesmo tendo retirado os tratores que ocupavam pontos turísticos de Paris, como o Arco do Triunfo e a Torre Eiffel, os agricultores continuaram se manifestando por toda a França. No anel rodoviário da capital francesa, usaram os mesmos tratores para fazer uma operação-tartaruga, causando grandes engarrafamentos.

Dois sindicatos de agricultores conclamaram os prefeitos franceses a retirarem das fachadas das prefeituras a bandeira azul com estrelas douradas da União Europeia, normalmente hasteada todos os dias ao lado da bandeira tricolor da França.

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