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‘Corrente de retorno’, profundidade e ondas fortes aumentam risco de afogamentos em praias da PB

Mais de 30 pessoas se afogaram e precisaram ser resgatadas do mar em praias da Paraíba nos primeiros meses de 2022. Coqueirinho, no município de Conde, Região Metropolitana de João Pessoa, é a praia com maior número de ocorrências. Tambaba (Conde), Praia Bela (Pitimbu) e Gramame Sul (Conde) também são áreas de risco para afogamentos. […] The post ‘Corrente de retorno’, profundidade e ondas fortes aumentam risco de afogamentos em praias da PB first appeared on Portal Correio.

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Mais de 30 pessoas se afogaram e precisaram ser resgatadas do mar em praias da Paraíba nos primeiros meses de 2022. Coqueirinho, no município de Conde, Região Metropolitana de João Pessoa, é a praia com maior número de ocorrências. Tambaba (Conde), Praia Bela (Pitimbu) e Gramame Sul (Conde) também são áreas de risco para afogamentos.

Ao Portal Correio, o tenente Evandro Ataíde, do Corpo de Bombeiros, explica que essas praias possuem mar bastante agitado e com fortes ondas. Além disso, as águas delas ficam fundas para banho a uma distância muito curta da faixa de areia.


A Praia de Coqueirinho tem ainda outro fator de risco: a corrente de retorno. O trecho é perigoso porque os movimentos transversais da água podem carregar uma pessoa para longe da costa em pouquíssimo tempo. Em Coqueirinho, a corrente de retorno é fixa, situada à esquerda das pedras, e seus movimentos podem atingir velocidade de até 3 metros por segundo. Outra corrente de retorno fixa existente no litoral paraibano é a do dique de Cabedelo.

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Via de regra, uma corrente de retorno pode ser identificada pela coloração da água, que costuma se diferenciar do restante da praia nas correntes de retorno. Outro sinal é a menor frequência ou ausência de quebras de ondas, além da presença de barreira natural ou antrópica, como arrecife, pier, quebra-mar, gabião ou ancoradouro.


As áreas de risco costumam ser sinalizadas, mas o Corpo de Bombeiros alerta para a importância de buscar informações sobre o local que irá frequentar. De preferência, procure praias com presença de guarda-vidas e questione aos profissionais as particularidades da área.

Na Paraíba, pelo menos 10 postos de guarda-vidas são ativados todos os fins de semana. Em épocas em que o movimento nas praias se intensifica, como no Carnaval, esse número pode chegar a 40.


“Nossos postos podem ser vistos de qualquer local da praia para que qualquer banhista identifique nossos guarda-vidas. Os profissionais também são orientados a fazer rondas com frequência, para orientar e tirar dúvidas da população”, diz o tenente Evandro Ataíde.

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Neste ano, duas pessoas morreram vítimas de afogamento em praias da Paraíba. O Corpo de Bombeiros realizou, ainda, 31 resgates aquáticos. Dezessete pessoas receberam atendimento pré-hospitalar.


CASOS RECENTESDE DESTAQUE

Encontrado corpo de homem que havia desaparecido no mar da Praia de Coqueirinho, na Grande João PessoaOnze turistas do Distrito Federal se afogam na Praia de Coqueirinho e são resgatados por guarda-vidasTurista de Minas Gerais é arrastado pelo mar na Praia de Coqueirinho, na Grande João PessoaTurista do Rio de Janeiro morre afogado na praia de Tambaba

Orientações gerais para evitar afogamentos

Procure praias com presenças de guarda-vidas Caso tenha ingerido bebidas alcoólicas, não entre no mar Ao entrar no mar, não deixe a água ultrapassar a altura da cintura Evite utilizar boias ou flutuadores que dão a falsa sensação de segurança Tenha atenção com as crianças e mantenham-nas a no máximo um braço de distância Não superestime sua capacidade de nadar Nunca nade sozinho Nade longe de pedras, estacas ou píeres

Ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros em 2022

Resgate aquático: 31 Atendimento pré-hospitalar: 17 Busca ou guarda de criança perdida: 21 Incidente com caravela/água-viva: 34 Afogamento com óbito: 2 Informações: 2.800 Advertências: 1.100

* Dados levantados até 14 de março de 2022

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