De olho em rendimentos maiores, paraibanos começam a mudar relação com o dinheiro
A cultura de guardar dinheiro na poupança ainda é predominante entre os paraibanos, mas começa, aos poucos, a dar espaço a uma...
Portal Correio|Do R7

A cultura de guardar dinheiro na poupança ainda é predominante entre os paraibanos, mas começa, aos poucos, a dar espaço a uma nova realidade: a de quem busca fazer o dinheiro render mais e acompanhar objetivos financeiros de longo prazo.
Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) mostram que apenas 32,9% da população do Nordeste investe, índice abaixo da média nacional. Ao mesmo tempo, cerca de R$ 200 bilhões seguem aplicados na poupança na região, evidenciando um perfil mais conservador, que também se reflete na Paraíba.
Apesar disso, sinais de mudança já aparecem. Em 2025, o Brasil registrou saques líquidos superiores a R$ 85 bilhões da poupança, segundo o Banco Central, indicando que parte dos brasileiros começou a buscar alternativas mais rentáveis.
Na Paraíba, esse movimento também ganha força. O número de investidores em renda variável saltou de 52.987 em 2024 para 56.688 em 2025, um crescimento de 6,98%, com 3.701 novos investidores em apenas um ano. O avanço reforça o fortalecimento da cultura de investimentos no estado.
Para Hugo Cirne, líder da XP na Paraíba, o principal desafio não é apenas o acesso aos produtos financeiros, mas a informação.
“Muitas pessoas permanecem concentradas em uma única solução por desconhecerem outras possibilidades que também são seguras e oferecem maior potencial de rendimento. Quando o poupador dá os primeiros passos como investidor, passa a compreender melhor seus objetivos e as alternativas disponíveis, consegue tomar decisões mais conscientes e alinhadas ao que espera do próprio dinheiro”, explica.
Durante décadas, a poupança foi vista como porta de entrada para a organização financeira, principalmente pela simplicidade e facilidade de acesso. No entanto, especialistas apontam que ela já não acompanha as necessidades de quem deseja fazer o patrimônio crescer e preservar o poder de compra ao longo do tempo.
Simulações de mercado indicam que manter R$ 100 mil na poupança pode resultar em uma perda de até R$ 130 mil em 10 anos, quando comparado a produtos conservadores mais eficientes. Isso ocorre porque, embora seja considerada segura, a poupança nem sempre consegue superar a inflação, especialmente em cenários de juros elevados.
“Não se trata de abrir mão da segurança, mas de dar um próximo passo. O investidor pode sair da poupança de forma gradual, preservando liquidez e controle”, destaca Hugo Cirne.
O caminho, segundo especialistas, começa pela organização financeira e pela construção de uma reserva de emergênci, etapa que exige aplicações com liquidez e previsibilidade. A partir daí, o investidor pode diversificar e buscar alternativas mais eficientes dentro da renda fixa, como Tesouro Selic, CDBs e opções isentas de imposto de renda, como LCIs e LCAs.
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