Delegado Braz Morroni e investigadores presos na Operação Perfidius serão afastados dos cargos
O delegado Braz Morroni e os dois investigadores da Polícia Civil alvos da Operação Perfidius serão afastados administrativamente...
Portal Correio|Do R7

O delegado Braz Morroni e os dois investigadores da Polícia Civil alvos da Operação Perfidius serão afastados administrativamente dos seus cargos. Os agentes públicos foram presos nesta terça-feira (2), suspeitos de envolvimento com uma organização criminosa, em João Pessoa.
De acordo com Jean Nunes, secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, além das prisões, o delegado e os investigadores serão afastados de suas funções administrativas e também passarão por um processo interno que poderá resultar na demissão definitiva dos cargos.
“Além das prisões, há também uma decisão judicial de afastamento desses servidores de suas atividades. Administrativamente, também foram adotadas algumas providências por parte da Delegacia-Geral e da Secretaria de Segurança. Será adotado ainda o afastamento administrativo de suas atividades, com recolhimento das armas de fogo, das carteiras funcionais e o bloqueio de acesso a todos os sistemas da polícia. Além disso, foi instaurado pela Corregedoria um processo administrativo que pode, a depender de tudo o que for apurado, culminar com a demissão desses agentes públicos”, detalhou.

A Operação Perfidius cumpriu nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões. Segundo as investigações, os agentes policiais desviavam entorpecentes apreendidos em ações da polícia e os comercializavam de forma ilegal, inclusive dentro do sistema prisional. Os valores obtidos no esquema seriam divididos entre os agentes públicos e integrantes de uma organização criminosa.
As diligências da Polícia Civil também apontaram indícios de manipulação de procedimentos policiais e repasse de informações sigilosas sobre operações policiais para integrantes do tráfico.
Segundo Jean Nunes, a partir das informações colhidas na ação deflagrada nesta terça-feira, a operação pode ter outros desdobramentos para investigar o possível envolvimento de outros agente públicos com grupos criminosos e casos de corrupção.
Além das prisões, tivemos o cumprimento de mais de 20 mandados de busca, o que gera uma quantidade muito importante de informações. Se novos traidores forem identificados, ou novos traficantes forem identificados, adotaremos as mesmas providências: eles serão responsabilizados e as operações continuarão. Então, se a partir do material colhido na operação de hoje surgirem mais elementos, o que é uma grande possibilidade, teremos novas fases dessa operação, explicou.
Com 20 anos de carreira na Polícia Civil, Braz Morroni era titular da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (DCCPAT) desde 2019. Antes, ele já havia atuado nas delegacias de Cuité e de Itabaiana, além da 4ª delegacia distrital de Campina Grande e como plantonista na 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil. O delegado também chegou a atuar na Delegacia de Repressão a Entorpecentes, em 2017.
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