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Falta de qualidade de mamografias prejudica diagnóstico precoce do câncer de mama na Paraíba, alerta especialista

A falta de qualidade das mamografias ainda é uma realidade na Paraíba. A afirmação é da mastologista Joana Marisa, coordenadora da Ong Amigos do Peito. A médica alerta que esse problema interfere diretamente no diagnóstico do câncer de mama e informa que vem desenvolvendo um trabalho, ao lado do Ministério Público do Estado, para mudar […]

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A falta de qualidade das mamografias ainda é uma realidade na Paraíba. A afirmação é da mastologista Joana Marisa, coordenadora da Ong Amigos do Peito. A médica alerta que esse problema interfere diretamente no diagnóstico do câncer de mama e informa que vem desenvolvendo um trabalho, ao lado do Ministério Público do Estado, para mudar essa realidade.

A Ong Amigos do Peito elaborou material sobre critérios que devem ser usados para a avaliação da qualidade das mamografias e propôs um pacto para que os gestores primem pelo cuidado com o serviço prestado às mulheres. Se detectado no início, o câncer de mama tem 95% de chances de cura.


Dentre os requisitos para o diagnóstico precoce, a ONG destaca que é preciso a realização de exames por médicos com título de especialista do Colégio Brasileiro de Radiologia, mamógrafos com aprovação e comprovação dos Testes de Qualidade, adequada apresentação dos exames, tempo entre agendamento e realização dos exames não superior a 20 dias úteis e período entre realização dos exames e entrega dos resultados não superior a 10 dias úteis.

Também é recomendado realizar relatórios mensais com os nomes completos e endereço atualizado das pacientes diagnosticadas com lesões suspeitas e que precisam de investigação complementar com biópsias, além de avisar à Área Técnica de Saúde da Mulher sempre que por alguma razão, houver interrupção do atendimento.


“O rastreamento mamográfico representa a principal arma contra o câncer de mama, e isso já está cientificamente comprovado, entretanto sem a empatia e o comprometimento dos que se prontificam a realizar esta fundamental etapa na prevenção secundária desta patologia tão incidente, não conseguiremos alterar a rota invasiva, e as mulheres que de nós dependem para vencer esta batalha, tombarão pelo caminho sem chances de cura”, alerta a mastologista Joana Marisa.

A médica lembra que a falta de acesso a mamografia também é uma dura realidade enfrentada por mulheres, agravada com a pandemia, já que o número de exames caiu 40%.


ONG facilita acesso a exames

Criada em 2001, a Ong Amigos do Peito leva mamografia e informações sobre o câncer de mama para quem precisa. A organização sobrevive de doações e comercialização de camisas. É possível realizar transferências bancárias pelos seguintes canais:

Banco Sicredi (748) – Agência 2201 – c/c 71074-1 Pix: (83) 993154386

ONG Amigos do Peito – CNPJ 08.101.673/0001-40

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