Folha de Pernambuco Rentabilidade é trunfo do Nordestão em futuro retorno pós-pandemia

Rentabilidade é trunfo do Nordestão em futuro retorno pós-pandemia

Presidente da Liga do Nordeste, Eduardo Rocha, reforçou que as cotas do torneio serão importante para os clubes

Presidente da Liga do Nordeste, Eduardo Rocha, reforçou que as cotas do torneio serão importante para os clubes

Presidente da Liga do Nordeste, Eduardo Rocha, reforçou que as cotas do torneio serão importante para os clubes

Folha de Pernambuco

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes têm se reunido com frequência, via videoconferência, para debater o futuro do esporte pós-pandemia do novo coronavírus. Direitos internacionais, reduções salariais, contratos televisivos e tantos outros temas foram e ainda estão em análise. A discussão central, porém, gira em torno do retorno das atividades. O calendário apertado requer uma avaliação cuidadosa. Recentemente, em entrevista ao Diario de Pernambuco, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho (FPF), chegou a dizer que a Copa do Nordeste poderia ser suspensa para o ano seguinte para priorizar os torneios estaduais e nacionais, citando a falta de datas e o fato de o Regional ser um certame privado como explicações para decisão. Em contato com a Folha de Pernambuco, o presidente da Liga do Nordeste, Eduardo Rocha, expôs sua visão sobre tal possibilidade.

"A decisão de ter ou não a Copa do Nordeste é da CBF. Não é minha, nem de Evandro ou qualquer federação estadual. Acredito que a entidade terá a sensibilidade de tomar a melhor decisão que, na minha opinião, seria manter todas as competições", afirmou Rocha. O mandatário aproveitou para reforçar o peso financeiro do Regional em comparação com campeonatos locais. "Nossa copa é rentável, distribui dinheiro. E os estaduais? Eles são deficitários. Os clubes sabem que o Nordestão não pode parar. Repito: o ideal é encaixar tudo", afirmou.

Náutico, Santa Cruz e Sport são os representantes pernambucanos na Copa do Nordeste. Apenas pela participação, o Leão faturou R$ 2,2 milhões - o rubro-negro está presente no grupo 1, ao lado de Bahia, Vitória e Ceará, recebendo o valor máximo da cota cedida pela Liga. Timbu e Cobra Coral estão no grupo 2, embolsando a segunda maior quantia (R$ 1,7 milhão), assim como CRB e Fortaleza.

ABC/RN, CSA, Botafogo/PB e América-RN, todos do grupo 3, ganharam R$ 1,5 milhão. No bloco mais baixo, Confiança, River/PI, Imperatriz/MA e Freipaulistano/SE ficaram com R$ 775 mil. Quem avançar para as quartas de final receberá mais R$ 300 mil. Os semifinalistas lucrarão mais R$ 375 mil. Por fim, os finalistas garantem R$ 500 mil, com o campeão abocanhando mais R$ 500 mil, além de conquistar uma vaga às oitavas de final da Copa do Brasil de 2021. Pelo Campeonato Pernambucano, os integrantes do Trio de Ferro da capital receberam R$ 1 milhão. Diferente do Regional, o Estadual não concede premiação extra em caso de classificação para o mata-mata.

A Copa do Nordeste foi paralisada faltando uma rodada para o término da primeira fase. O Sport (5º do Grupo A) enfrentará o Confiança (1º do B), na Ilha do Retiro. O Náutico (3º do B) visita o Bahia (2º do A), na Arena Fonte Nova, enquanto o Santa Cruz (5º do B) pega o River/PI (8º do A), no Albertão. Os quatro melhores de cada chave avançam ao mata-mata. As quartas e semifinais serão disputadas em jogo único. A decisão terá partidas de ida e volta.

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