Saiba os cuidados que deve tomar quem for furado por agulha no Carnaval

Chegou a 41 o número de vítimas de ataques com agulhas de seringas em festas carnavalescas de Pernambuco nos últimos dias

Chegou a 41 o número de vítimas de ataques com agulhas de seringas em festas carnavalescas de Pernambuco nos últimos dias

Chegou a 41 o número de vítimas de ataques com agulhas de seringas em festas carnavalescas de Pernambuco nos últimos dias

Folha de Pernambuco

O número de ataques com agulhas de seringas a foliões no carnaval de Pernambuco vem aumentando nos últimos dias. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), 41 pessoas já relataram terem sido furadas em Recife e Olinda, além do município de Orobó, no Agreste. As vítimas precisam seguir algumas recomendações médicas para evitarem a contaminação pelo HIV, hepatites virais e outras infecções.

Segundo Filipe Prohaska, médico infectologista da Universidade de Pernambuco (UPE), o primeiro procedimento é buscar ajuda imediata em uma unidade de saúde especializada. Localizado no bairro da Tamarineira, na Zona Norte do Recife, o Hospital Correia Picanço é a referência estadual em doenças infecto-contagiosas.

“No hospital, o paciente faz os testes rápidos e recebe as medicações necessárias”, explica Filipe. Em relação ao HIV, quem foi perfurado tem até 72 horas para dar início ao uso do coquetel antirretroviral e evitar a contaminação. “No caso da hepatite, existe uma imunoglobulina específica para o pós-exposição, mas a melhor profilaxia é a vacinação”, alerta o médico.

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O risco maior de transmissão, de acordo com Filipe, é o da hepatite de tipo B, que ataca o fígado, inflamando o órgão e alterando sua funcionalidade. “O vírus do HIV, que é o maior medo das pessoas, não vive muito tempo fora do organismo. A transmissão depende de alguns fatores, como o contaminador ter uma carga de vírus muito e a penetração da agulha ter sido grande. As chances de contágio são baixas, mas existem”, afirma. Os índices de transmissão por meio de picadas com agulhas infectadas são de apenas 0,3%, segundo dados da SES.

Ainda de acordo com o médico, as vítimas dos ataques que procuraram ajuda podem ficar tranquilas. “A profilaxia, que é feita para evitar a propagação do vírus e da doença, é extremamente eficaz, tanto as hepatites como para o HIV”, assegura. Após a avaliação inicial, os pacientes são orientados a retornar à unidade de saúde em 30 dias para darem continuidade ao tratamento.