Plataformas de redes sociais devem colaborar, diz presidente da CPI

Para o senador Angelo Coronel (PSD-BA), que preside investigação das fake news, caso elas não revelem os criminosos, devem ser punidas

Senador Angelo Coronel (PSD-BA)

Senador Angelo Coronel (PSD-BA)

Geraldo Magela/Agência Senado 27.02.2019

As plataformas de redes sociais devem colaborar com as investigações da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Fake News, que apura a disseminação de notícias falsas nas eleições de 2018, afirmou o presidente da Comissão senador Angelo Coronel (PSD-BA).

Em entrevista ao R7, o senador explica que, se uma pessoa detecta que está sendo depreciada em alguma rede social e comunica a plataforma, algo deve ser feito. “Ela (plataforma) tem que ter uma atitude. Ela tem que contribuir mesmo que tirando do ar aquela publicação”, diz. Caso contrário, “está corroborando para uma disseminação das fake news e incentivando a criação de novos perfis falsos”.

“O Brasil não pode ser uma terra sem lei, sem regimento”, diz Coronel, o qual anuncia que, após a conclusão da CPI, irá trabalhar para que o Congresso construa um regimento para as redes sociais. “Quando você imputa uma multa, é preciso endereço e nome. As plataformas que atuarem no Brasil deverão ter um endereço, representante legal e CNPJ”, afirma.

O presidente reconhece que a democracia permite fazer críticas a alguém, desde que seja verdadeiro. “A partir de um perfil genérico, a pessoa está sobre o pseudoanonimato. E essa blindagem irá acabar”, diz.

A CPI das Fake News quer ouvir, também, integrantes do governo, deputados e ex-ministros. O senador disse que a investigação tem como meta a descoberta dos autores e patrocinadores de bunkers. “Vamos agir com imparcialidade, sem nenhuma tendência. Se o autor for brasileiro, será penalizado”, diz.