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Longevidade saudável: 7 pilares para envelhecer com qualidade de vida

Investir em prevenção, educação em saúde e inclusão social hoje é o caminho para viver bem a velhice no futuro

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O Brasil envelhece em ritmo acelerado. Projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, até 2070, os idosos devem chegar a quase 38% da população no Brasil, passando de 33 milhões em 2023 para 75,3 milhões. Diante desse cenário, cresce a discussão sobre longevidade saudável, conceito que vai além de viver mais e propõe envelhecer com independência, saúde e propósito.

A seguir, o geriatra Marcos Cabrera, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo destaca os principais fatores que fazem a diferença nesse processo. Confira!


1. Viver mais só faz sentido com qualidade de vida

A longevidade não pode ser medida apenas em anos. “Falamos de envelhecimento ativo, que envolve saúde física, mental, funcional e social. Viver mais só faz sentido quando há autonomia e bem-estar”, afirma Marcos Cabrera.


2. Estilo de vida influencia diretamente o envelhecimento

Grande parte das doenças crônicas associadas à idade, como hipertensão, diabetes, osteoporose e declínio cognitivo, está relacionada aos hábitos diários. Alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado e controle do estresse ajudam a prevenir ou retardar essas condições.


3. Prevenção reduz perda funcional ao longo dos anos

Adotar hábitos saudáveis desde a vida adulta contribui para manter a independência na velhice. A prevenção diminui o risco de limitações físicas e cognitivas, permitindo que o envelhecimento ocorra de forma mais ativa.


4. Convívio social é tão importante quanto cuidar da saúde física

O isolamento social está associado a maior risco de depressão, comprometimento cognitivo e mortalidade precoce. “Manter vínculos sociais e participar de atividades comunitárias é tão importante quanto controlar a pressão arterial ou o colesterol”, ressalta o geriatra.

5. Saúde mental precisa de atenção constante

Mudanças comuns dessa fase da vida, como aposentadoria, luto e alterações no papel social, podem afetar o equilíbrio emocional. Ambientes acolhedores, suporte psicológico e políticas inclusivas são fundamentais para uma velhice mais saudável.

6. Cidades e políticas públicas fazem diferença

A longevidade saudável também depende do ambiente. Transporte acessível, espaços públicos seguros, moradias adaptadas e oportunidades de aprendizado ao longo da vida favorecem a autonomia e a participação ativa dos idosos na sociedade.

7. Avaliação médica integral garante cuidado personalizado

A geriatria propõe olhar além das doenças. “Não tratamos apenas diagnósticos, mas pessoas. A avaliação geriátrica ampla permite entender necessidades reais e construir estratégias de cuidado individualizadas”, explica Marcos Cabrera.

Para o especialista, envelhecer é uma conquista coletiva, mas envelhecer com saúde exige escolhas conscientes. Investir em prevenção, educação em saúde e inclusão social hoje é o caminho para garantir mais qualidade de vida às gerações que envelhecem agora e às que ainda virão.

Por Sarah Monteiro

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