Maio roxo: 6 hábitos que ajudam no controle das doenças inflamatórias intestinais
Mudanças no estilo de vida podem auxiliar na redução da inflamação e na qualidade de vida dos pacientes
Portal EdiCase|Do R7

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10 milhões de pessoas convivem com Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) no mundo. No Brasil, estima-se que mais de 100 mil pacientes tenham algum tipo de DII, de acordo com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia.
Neste contexto, a campanha Maio Roxo busca conscientizar a população sobre essas condições crônicas que afetam o trato gastrointestinal, ampliando o conhecimento sobre sintomas, diagnóstico precoce e tratamento, além de incentivar a busca por acompanhamento especializado e combater o preconceito em torno das doenças.
Doenças inflamatórias intestinais mais comuns
As DIIs são condições caracterizadas por uma inflamação crônica do trato intestinal, sendo a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa as formas mais conhecidas. Embora apresentem sintomas semelhantes, elas possuem diferenças importantes. Enquanto a primeira pode afetar qualquer parte do sistema digestivo, da boca ao ânus, comprometendo todas as camadas da parede intestinal, a segunda atinge principalmente o intestino grosso e o reto, causando uma inflamação mais superficial.
Entre os sintomas mais frequentes, estão diarreia persistente, dores abdominais, sangue nas fezes, perda de peso, fadiga e urgência para evacuar. Em alguns casos, os pacientes também podem apresentar manifestações fora do intestino, como alterações nas articulações, na pele e nos olhos.
Causas e origens das DIIs
Segundo a Dra. Ana Cristina Amaral, gastroenterologista e professora da Afya Brasília, as DIIs possuem origem multifatorial. “Existe uma interação entre genética, sistema imunológico, fatores ambientais, medicamentos, infecções, tabagismo e até alterações da microbiota intestinal. O paciente possui uma predisposição genética e, em algum momento da vida, um gatilho pode desencadear esse processo inflamatório crônico”, explica.
Apesar dos avanços da medicina, a origem exata dessas doenças ainda não é totalmente compreendida. De acordo com o Dr. Thalles Valente, proctologista e professor da Afya Itajubá, ainda existem importantes lacunas sobre o funcionamento das DIIs.
“A doença inflamatória intestinal ainda não é totalmente compreendida pela medicina. Sabemos que ocorre uma ativação importante do sistema imunológico, que passa a atacar as próprias células do intestino, causando inflamação e lesões que podem atingir até toda a parede intestinal”, afirma.

Importância do diagnóstico das doenças
O Dr. Thalles Valente destaca que o diagnóstico precoce faz diferença no prognóstico do paciente. “Quanto mais cedo conseguimos levar o paciente à remissão da doença, menores são os riscos de complicações, cirurgias e danos permanentes ao intestino”, ressalta.
Segundo ele, o diagnóstico tardio ainda é um dos principais desafios no manejo das DIIs, pois inflamações prolongadas podem deixar cicatrizes e tornar a doença mais grave e difícil de tratar.
Tratamentos para as DIIs
A boa notícia é que, atualmente, existem diversas opções terapêuticas capazes de controlar as doenças e proporcionar qualidade de vida aos pacientes. “Hoje temos um cenário muito melhor do que há 15 anos. Existem muitos medicamentos disponíveis e novas terapias em desenvolvimento, com excelentes taxas de resposta, inclusive para pacientes que já falharam em tratamentos anteriores”, destaca a Dra. Ana Cristina Amaral.
Hábitos que ajudam no controle das DIIs
A seguir, os médicos listam hábitos que ajudam no controle das doenças inflamatórias intestinais:
Por Beatriz Felicio















