Brasil e EUA fazem debate sobre minerais críticos para atrair bilhões em investimentos
Fórum em São Paulo reúne empresas e governos e coloca o país no centro da disputa global por recursos estratégicos
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Um encontro realizado em São Paulo colocou o Brasil no foco de uma agenda internacional ligada à mineração e à indústria. O Fórum Brasil-EUA em Minerais Críticos reuniu representantes do setor privado e do poder público para discutir investimentos e cooperação entre os dois países.
A iniciativa contou com participação da Amcham Brasil, do Citi, da U.S. Chamber of Commerce e da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, com apoio do Instituto Brasileiro de Mineração.
O evento reuniu cerca de 300 participantes e teve presença de autoridades e instituições ligadas ao governo dos Estados Unidos, incluindo órgãos voltados ao financiamento e ao desenvolvimento da cadeia mineral.
No centro das discussões esteve o papel estratégico dos chamados minerais críticos — usados em tecnologias, energia e indústria. O Brasil aparece como um dos principais detentores desses recursos, com reservas relevantes de terras raras, além de níquel, grafite, cobalto e lítio.
As conversas apontaram interesse crescente em parcerias voltadas ao processamento e à industrialização desses materiais, etapa vista como essencial para gerar mais valor econômico.
O encarregado de Negócios da embaixada americana, Gabriel Escobar, destacou o volume de recursos já direcionados ao país.
“O Brasil tem a oportunidade de desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento de cadeias globais de suprimentos de minerais críticos seguras e resilientes. Os EUA já estão investindo mais de 600 milhões de dólares em projetos de minerais críticos no Brasil, e vemos o potencial para bilhões de dólares adicionais de investimento americano nessa área”, explicou.
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Avanço em parcerias
Na avaliação do presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, o momento exige avanço nas parcerias.
“Os minerais críticos estão no centro das transformações que vão definir o futuro da economia mundial. Este é um momento decisivo, que não pode ser desperdiçado, para que Brasil e Estados Unidos explorem oportunidades conjuntas de negócios e parcerias para desenvolver cadeias de minerais críticos mais resilientes, gerando investimentos, inovação, agregação de valor, emprego e crescimento para ambas as economias”, apontou Neto.
Para o Instituto Brasileiro de Mineração, o debate passa pela ampliação da participação do país no mercado internacional. O diretor-presidente interino da entidade, Pablo Cesário, afirmou que o país deve transformar a base mineral em desenvolvimento, inserção internacional e liderança na transição energética.
“Do ponto de vista da indústria da mineração, o Brasil deve manter-se aberto ao diálogo e à cooperação com todas as nações, sempre com foco na ampliação de investimentos, no desenvolvimento de tecnologias, processamento e aplicação, bem como no acesso a mercados e no fortalecimento da cadeia produtiva nacional”, assinalou Cesário.
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