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Além das Embaixadas

Brasil e Nova Zelândia selam aliança audiovisual inédita

Acordo assinado no Itamaraty fortalece coproduções e criará novas oportunidades para talentos de cinema e TV

Além das Embaixadas|Natalie MachadoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Brasil e Nova Zelândia assinam acordo inédito de coprodução audiovisual no Itamaraty.
  • A parceria visa facilitar colaborações em filmes, séries e animações, com acesso a financiamentos e incentivos fiscais.
  • O acordo também promove intercâmbio técnico e colaboração entre universidades e instituições culturais.
  • A Nova Zelândia é escolhida por sua expertise em infraestrutura e efeitos visuais, elevando a competitividade das produções brasileiras no cenário internacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Parceria inédita promete impulsionar e fortalecer indústrias audiovisuais entre os países Divulgação/Embaixada da Nova Zelândia

Às vésperas do Oscar, o cenário cinematográfico brasileiro acaba de ganhar um roteiro promissor em termos de cooperação internacional.

Na noite desta quarta-feira (4), o Palácio do Itamaraty, em Brasília, foi palco da assinatura de um acordo inédito de coprodução audiovisual entre o Brasil e a Nova Zelândia.


O texto foi firmado pelo chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e pelo ministro das Relações Exteriores neozelandês, Winston Peters, consolidando um novo capítulo na parceria entre as duas nações.

Segundo o ministro Mauro Vieira, a conversa com o colega neozelandês foi além das telas. “Eu e o ministro Peters tratamos de uma agenda abrangente com ênfase na cooperação em foros multilaterais, na defesa do multilateralismo e da democracia, na ampliação do comércio bilateral, na cooperação em ciência, tecnologia, inovação e outras áreas”, destacou o chanceler.


Impacto no Setor Criativo

A iniciativa não é apenas simbólica; ela estabelece bases práticas para que produtoras de ambos os países colaborem em filmes, séries e animações.

Com o novo tratado, projetos desenvolvidos em conjunto passarão a ter acesso facilitado a financiamentos, incentivos fiscais e acordos de distribuição vigentes tanto no Brasil quanto na Nova Zelândia.


Além disso, o intercâmbio técnico ganha força com a simplificação da importação temporária de equipamentos e a circulação de profissionais entre os territórios.

Para o chanceler brasileiro, os resultados serão sentidos diretamente nas telas: “Este acordo vai aprofundar as ligações das indústrias cinematográficas do Brasil e Nova Zelândia e criar novas oportunidades para a produção de filmes”.


Vieira reforçou ainda o impacto social da medida, afirmando que a parceria “trará mais benefícios em ambos os países para combinar talentos, para produzir mais filmes de classe mundial e produtos de televisão que beneficiem tanto nossos povos quanto nossas famílias”.

Parceria estratégica

Essa aproximação estratégica também foca na educação e na tecnologia. O acordo prevê a colaboração entre universidades e instituições culturais, promovendo a formação de mão de obra qualificada e o fortalecimento comercial de obras independentes, que agora encontram novas janelas de exibição no mercado global.

A escolha da Nova Zelândia como parceira é estratégica. Conhecido mundialmente por suas paisagens icônicas em produções como O Senhor dos Anéis e Avatar, o país é uma potência do setor, contando com acordos similares com outras 17 nações.

A expertise neozelandesa em infraestrutura de pós-produção e efeitos visuais, somada às suas políticas agressivas de incentivo ao setor criativo, oferece ao Brasil um espelho de excelência e inovação.

A assinatura deste acordo reflete o papel da economia criativa como ferramenta fundamental de “soft power” e desenvolvimento econômico.

Ao unir a vasta diversidade cultural brasileira à tecnologia de ponta neozelandesa, o objetivo é elevar a competitividade das produções nacionais no cenário internacional.

A comitiva da Oceania segue em agenda oficial no Brasil, reforçando que, no mundo das artes e da diplomacia, as distâncias geográficas são cada vez menores.

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