Brasil e Nova Zelândia selam aliança audiovisual inédita
Acordo assinado no Itamaraty fortalece coproduções e criará novas oportunidades para talentos de cinema e TV
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Às vésperas do Oscar, o cenário cinematográfico brasileiro acaba de ganhar um roteiro promissor em termos de cooperação internacional.
Na noite desta quarta-feira (4), o Palácio do Itamaraty, em Brasília, foi palco da assinatura de um acordo inédito de coprodução audiovisual entre o Brasil e a Nova Zelândia.
O texto foi firmado pelo chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e pelo ministro das Relações Exteriores neozelandês, Winston Peters, consolidando um novo capítulo na parceria entre as duas nações.
Segundo o ministro Mauro Vieira, a conversa com o colega neozelandês foi além das telas. “Eu e o ministro Peters tratamos de uma agenda abrangente com ênfase na cooperação em foros multilaterais, na defesa do multilateralismo e da democracia, na ampliação do comércio bilateral, na cooperação em ciência, tecnologia, inovação e outras áreas”, destacou o chanceler.
Impacto no Setor Criativo
A iniciativa não é apenas simbólica; ela estabelece bases práticas para que produtoras de ambos os países colaborem em filmes, séries e animações.
Com o novo tratado, projetos desenvolvidos em conjunto passarão a ter acesso facilitado a financiamentos, incentivos fiscais e acordos de distribuição vigentes tanto no Brasil quanto na Nova Zelândia.
Além disso, o intercâmbio técnico ganha força com a simplificação da importação temporária de equipamentos e a circulação de profissionais entre os territórios.
Para o chanceler brasileiro, os resultados serão sentidos diretamente nas telas: “Este acordo vai aprofundar as ligações das indústrias cinematográficas do Brasil e Nova Zelândia e criar novas oportunidades para a produção de filmes”.
Vieira reforçou ainda o impacto social da medida, afirmando que a parceria “trará mais benefícios em ambos os países para combinar talentos, para produzir mais filmes de classe mundial e produtos de televisão que beneficiem tanto nossos povos quanto nossas famílias”.
Parceria estratégica
Essa aproximação estratégica também foca na educação e na tecnologia. O acordo prevê a colaboração entre universidades e instituições culturais, promovendo a formação de mão de obra qualificada e o fortalecimento comercial de obras independentes, que agora encontram novas janelas de exibição no mercado global.
A escolha da Nova Zelândia como parceira é estratégica. Conhecido mundialmente por suas paisagens icônicas em produções como O Senhor dos Anéis e Avatar, o país é uma potência do setor, contando com acordos similares com outras 17 nações.
A expertise neozelandesa em infraestrutura de pós-produção e efeitos visuais, somada às suas políticas agressivas de incentivo ao setor criativo, oferece ao Brasil um espelho de excelência e inovação.
A assinatura deste acordo reflete o papel da economia criativa como ferramenta fundamental de “soft power” e desenvolvimento econômico.
Ao unir a vasta diversidade cultural brasileira à tecnologia de ponta neozelandesa, o objetivo é elevar a competitividade das produções nacionais no cenário internacional.
A comitiva da Oceania segue em agenda oficial no Brasil, reforçando que, no mundo das artes e da diplomacia, as distâncias geográficas são cada vez menores.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp












