Em rota de colisão com os EUA, Brasil começa a ficar impaciente
Cancelamento da reunião virtual com o ministro Fernando Haddad enfurece o governo federal
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Parece que o Brasil está ficando sem paciência para as negativas vindas dos Estados Unidos. As reações, do lado de cá, não são mais disfarçadas. A diplomacia está dura. O Itamaraty tem tornado o descontentamento evidente.
“Mais um sinal claro de que Trump não autorizou ninguém a negociar com o Brasil desde a carta de 9/7”, afirmou a fonte ao blog. “Foi Trump quem politizou a questão e fez uma exigência inaceitável para um país soberano e democrático”, reforçou.
A impaciência é referente à agenda, cancelada, entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. A ideia era negociar, esta quarta-feira (13), o tarifaço. Uma redução, quem sabe... O link da reunião, inclusive, já tinha sido enviado, mas não foi desta vez...
Enquanto isso, o Brasil bate de frente com um dos maiores aliados comercial que tinha. O segundo, na verdade. O primeiro é a China. Embora haja muita tensão, não tem quem banque um possível rompimento diplomático. Será que chegaremos a este ponto? São 201 anos de trabalho conjunto.
O desgaste emocional dos envolvidos diretamente na questão está grande. Tanto de lá quanto de cá.
Neste cabo de guerra, o Brasil busca alternativas. O governo federal espera apresentar ao Congresso nacional, ainda esta semana, uma medida provisória com alternativas para um plano de contingência. Ao mesmo tempo tem se agarrado aos BRICS e se respaldado em países pró Brasil. Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Rússia e China são exemplos.
A segurança do governo brasileiro
Nesta segunda-feira (11), Lula e Xi Jinping, presidente da China, conversaram ao telefone. A pedido do brasileiro.
Mais do que nunca, os chineses estão pra jogo. A agência de notícias oficial local afirmou que “a China está pronta para trabalhar com o Brasil para dar um exemplo de unidade e autossuficiência entre os principais países do Sul Global e, juntos, construir um mundo mais justo e um planeta mais sustentável”.
A maior parte das exportações brasileiras para a China consiste em commodities, como soja, minério de ferro e petróleo. Dos últimos dias para cá, a China virou o mais novo comprador de café brasileiro. São 183 empresas nacionais habilitadas. Outras 30 para a exportação de gergelim, e 46 para a venda de farinhas de aves e suínos. Entre outros produtos.
O Brasil bateu de frente, em armadura de ferro, com o governo Trump porque estava resguardado. A guerra diplomática está forte. Quem manda mais? China ou EUA? O Brasil pode mesmo se isolar dos norte-americanos?
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