Embaixada do Kuwait celebra Dia Nacional com foco na parceria com o Brasil
Pais do Oriente Médio vê o Brasil como um destino prioritário para investimentos em infraestrutura, segurança alimentar e energias renováveis
Além das Embaixadas|Natalie MachadoOpens in new window e Giovanna Cardoso, do R7, em Brasília

A Embaixada do Kuwait celebrou o Dia Nacional do país com uma recepção que reuniu o alto escalão do corpo diplomático, autoridades do governo e parlamentares.
Mas, para além dos brindes e da celebração cultural, o evento serviu como um termômetro para a crescente parceria econômica entre as duas nações.
Um parceiro estratégico no Golfo
O embaixador kuwaitiano, Talal Rashed Almansour, classificou as relações com o Brasil como “distintas e positivas em todos os campos”. O otimismo tem fundamento: o Kuwait vê o Brasil não apenas como um parceiro histórico, mas como um destino prioritário para investimentos em infraestrutura, segurança alimentar e energias renováveis.
Almansour também aproveitou o palco para elogiar a liderança brasileira rumo à COP30, destacando o apelo histórico do país para que o mundo passe das negociações climáticas para a “implementação efetiva”.
A perspectiva brasileira: ‘Potencial de expansão’
Representando o Itamaraty, o embaixador Carlos Sérgio Duarte, secretário de África e Oriente Médio, reforçou a solidez desse laço que já dura décadas. Em conversa durante o evento, Duarte destacou que, apesar da balança comercial ser relevante, há muito espaço para crescer:
“O Kuwait é um parceiro importante do Brasil como país árabe, como país do Golfo... É um país com o qual o Brasil tem relações há décadas e que tem um grande potencial de expansão no nosso comércio, que atualmente é de cerca de meio bilhão de dólares apenas. Pode crescer muito mais na área agrícola e em diversas áreas de interesse, e também na área dos investimentos”, disse Duarte
O embaixador brasileiro ressaltou ainda o papel dos fundos de investimento kuwaitianos, que já atuam globalmente e podem encontrar no Brasil janelas de oportunidade cada vez maiores, especialmente em um cenário de busca por soluções pacíficas e diálogo constante.
Retrospectiva: Brasil e Kuwait
- 1968: Início das relações diplomáticas.
- 1975: Abertura das embaixadas residentes em Brasília e na Cidade do Kuwait.
- 2023/24: Avanço no Legislativo com a criação do Grupo Parlamentar Brasil-Kuwait, focado em aproximar os congressistas dos dois países e destravar pautas de cooperação mútua.
O olhar do “Além das Embaixadas”
Para quem acompanha a carreira internacional, eventos como este mostram que a diplomacia no Oriente Médio vai muito além do petróleo.
A agenda de segurança alimentar e os fundos soberanos são os grandes motores para os novos diplomatas e negociadores comerciais que desejam atuar na região.
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