Fórum Urbano Mundial da ONU coloca Baku no centro do debate global sobre moradia
Após a COP29, país sediará o WUF13, com foco na crise habitacional e no futuro das cidades
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Depois de sediar a COP29 e ampliar presença nas discussões climáticas internacionais, o Azerbaijão prepara outro evento de alcance global. Baku receberá, entre 17 e 22 de maio de 2026, a 13ª edição do WUF (Fórum Urbano Mundial), encontro promovido pelo ONU-Habitat.
Criado em 2002 pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, o Fórum Urbano Mundial tornou-se o principal espaço técnico internacional voltado ao desenvolvimento urbano sustentável.
A diretora-executiva do organismo, Anacláudia Rossbach, tem ressaltado a ligação do evento com o Brasil, cuja representação institucional e municipal deve marcar presença.
O WUF ocupa posição de destaque na estrutura das Nações Unidas. Trata-se do terceiro maior evento do sistema, atrás da Assembleia Geral da ONU e das Conferências das Partes sobre o clima.
Informações oficiais apontam milhares de participantes confirmados, vindos de mais de 160 países, entre integrantes de governos nacionais, autoridades locais, prefeitos, pesquisadores e especialistas em planejamento urbano.
Com o tema “Habitação para o mundo: cidades e comunidades seguras e resilientes”, a edição de 2026 concentrará atenção na crise habitacional global, cenário envolvendo cerca de 3 bilhões de pessoas.
A pauta inclui moradia, infraestrutura, mobilidade, sustentabilidade ambiental, inclusão social e adaptação climática.
Estratégia nacional do Azerbaijão
A organização ocorre em cooperação com o Comitê Estatal de Planejamento Urbano e Arquitetura da República do Azerbaijão. A escolha de Baku integra estratégia nacional mais ampla.
Em dezembro de 2025, o presidente Ilham Aliyev declarou 2026 como o “Ano do Planejamento Urbano e da Arquitetura”, inserindo o urbanismo no centro da agenda de desenvolvimento do país.
A capital azeri reúne patrimônio histórico e projetos contemporâneos. A Cidade Antiga (Icherisheher), o Complexo do Palácio dos Shirvanshahs e a Torre da Donzela figuram entre os marcos culturais reconhecidos internacionalmente.
Em paralelo, estruturas como o Centro Heydar Aliyev, as Torres Flame e o projeto Cidade Branca ilustram processos de renovação arquitetônica e requalificação urbana.
Outro ponto apresentado pelo governo envolve a reconstrução de territórios sob ocupação durante três décadas.
Classificadas como zonas de “energia verde”, essas áreas passaram por planejamento estruturado, com elaboração de documentos técnicos para mais de uma centena de assentamentos e avanço acelerado de obras entre 2020 e 2025. A cidade de Shusha, considerada capital cultural do país, tornou-se símbolo dessa estratégia de reabilitação territorial aliada à preservação histórica.

Foco nas pessoas e na natureza
Em declaração recente à agência estatal de notícias do Azerbaijão, Anacláudia Rossbach afirmou haver experiências locais capazes de contribuir com a agenda urbana internacional, sobretudo em iniciativas voltadas a cidades centradas nas pessoas e na natureza.
Segundo o conselheiro Rafig Rustamov, da Embaixada do Azerbaijão no Brasil, sediar o WUF13 representa mais do que organizar um grande encontro internacional. O diplomata sustenta haver posicionamento estratégico como polo de políticas urbanas contemporâneas, com integração entre sustentabilidade, inovação, patrimônio cultural e planejamento de longo prazo.
Para Rustamov, a participação brasileira tende a ampliar o intercâmbio técnico e diplomático, fortalecendo pontes entre América Latina e Cáucaso no debate sobre o futuro das cidades.
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