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Além das Embaixadas

Itália trava acordo entre Mercosul e União Europeia e dá banho de água fria no Brasil

Depois do posicionamento do governo italiano, o acordo de livre comércio pode demorar um pouco mais para ser finalizado

Além das Embaixadas|Natalie MachadoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Itália adia a assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia devido a preocupações com a proteção de agricultores locais.
  • A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, mencionou que as salvaguardas necessárias ainda não foram concluídas.
  • A expectativa do Brasil para a finalização do acordo, que poderá reduzir a dependência de mercados como o dos EUA e China, foi frustrada.
  • O acordo inclui vantagens como a eliminação de tarifas para 92% das exportações do Mercosul em até 10 anos, beneficiando setores estratégicos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Itália, de Giorgia Meloni, agora é o novo entrave no acordo entre Mercosul e União Europeia Ricardo Stuckert/PR - 17.11.2024

A corrida do Brasil é contra o tempo. Nosso país está na presidência temporária e rotativa do Mercosul e a pressão interna só tem aumentado para que União Europeia assine o acordo com o bloco econômico ainda em 2025. Afinal, são mais de duas décadas de tratativas para que o documento, referente ao livre comércio, seja finalizado.

Concluir este tratado significa a diminuição da dependência comercial dos Estados Unidos e da China, além da junção de dois grandes blocos econômicos. Unidos, UE e Mercosul têm um PIB de saltar os olhos. Cerca de US$ 22 trilhões de dólares. São 718 milhões de pessoas envolvidas neste contexto.


A expectativa era que, ainda esta semana, fosse finalizado o processo e o consenso do parlamento europeu. Porém, Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, declarou que “seria prematuro assinar o acordo nos próximos dias”.

A justificativa está em algumas salvaguardas que a Itália quer para proteger os agricultores locais. Elas “não foram concluídas”, declarou Meloni em um discurso no Parlamento.


Antes, França e Polônia eram considerados os entraves que impediam a fluidez das negociações. Os poloneses consideram que o acordo significa “o fim” do mercado de aves e carne bovina, bem como uma “ameaça” à agricultura do país. Os franceses também enxergam agricultores locais ameaçados.

Nesta terça-feira (16), o parlamento europeu votou as cláusulas de salvaguarda, uma espécie de garantias contratuais. Na quinta (18) seria realizada a análise no conselho europeu, mas fontes do blog afirmam que há pouca margem de manobra para tal depois do posicionamento italiano.


Na sexta (20), os deputados votariam o acordo em si. Agora, resta saber se o assunto será incluído na agenda do conselho. A indecisão jogou um balde de água fria na expectativa do Brasil.

“Eu espero que o meu amigo Macron e a primeira-ministra Meloni assumam a responsabilidade de no sábado agora de trazer a boa notícia de que vão assinar o acordo e que não vão ter medo de perder competitividade com o povo brasileiro”, disse o presidente Lula.


Os desdobramentos do Acordo Mercosul-UE incluem a redução e eliminação de tarifas ao zerar impostos para 92% das exportações do Mercosul para a UE em até 10 anos, beneficiando agropecuária, café e frutas. A abertura de mercado fortalece setores estratégicos, como minerais, tecnologia e aeroespacial, além de promover compromissos ambientais e de sustentabilidade, como aliança para o clima e acordo de Paris.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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