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Além das Embaixadas

Pega esta vibe: samba uruguaio tomou conta da capital federal

O samba veio de longe, mas a roda se formou no coração da capital!

Além das Embaixadas|Natalie MachadoOpens in new window

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Músicos do Roda de Candombe, com o embaixador do Uruguai no Brasil, Rodolfo Nin Novoa. Embaixada do Uruguai

Aqui em Brasília, temos uma avenida longa chamada eixão. São catorze quilômetros de distância, que cruzam o coração da capital do país, das pontas sul a norte. Aos domingos e feriados, o eixão vira eixão do lazer, ou seja: a via é interditada para carros e a população toma conta e participa de programações gratuitas. Assim como acontece com a avenida Paulista, em São Paulo.

De uns anos para cá, diversos grupos foram cativando pontos em que as tribos se encontram e curtem aquilo que mais lhes agrada. Como: culinária, arte, cultura e música, por exemplo.


Tem o ponto da criançada brincar, da galera do rock, onde os rocks nacionais são fortíssimos, mas também tem a galera do samba. Só que desta vez foi diferente: o samba veio lá do Uruguai. O Candombe. Estilo musical uruguaio já declarado como patrimônio cultural imaterial da humanidade, pela Unesco.

Essa ponte foi realizada pela embaixada do Uruguai aqui no Brasil para celebrar os 200 anos de independência do país parceiro do bloco econômico Mercosul.


“Eu vim para cá para servir. Vim para servir os uruguaios e os brasileiros”, disse o embaixador, recém chegado ao Brasil, Rodolfo Nin Novoa, durante almoço promovido pelo corpo diplomático, no último sábado.

O bacana é que o candombe e samba são muito parecidos. Ambos adotam o formato das populares “rodas de samba”. Músicos sentados ao redor de uma mesa, interpretando um repertório de forma contínua. Não importa o ritmo.


O pessoal do grupo Roda de Candombe tocou rock, tango e jazz. Tudo junto, criando a identidade da música popular uruguaia moderna, com nomes de grandiosos músicos do país vizinho. Rúben Rada, Jaime Roos, Hugo Fattoruso, Jorginho Gularte, Eduardo da Luz, Edu “Pitufo” Lombard.

Calor de Brasília e calor humano

Nesta época, o Cerrado é conhecido por seu clima seco, e o Eixão do Lazer é o refúgio de muita gente. A população busca se refrescar, se distrair, dançar e passar o dia em família neste importante polo cultural.


Pelo visto, a sinergia foi completa: o público abraçou o batuque, que ultrapassou fronteiras, e os músicos uruguaios, o calor e a energia da capital.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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