Augusto Nunes A analista esportiva só não é pior que a governante

A analista esportiva só não é pior que a governante

Depois de 10 anos de recesso, Dilma Rousseff voltou ao mundo dos gramados para analisar Maradona

A ex-presidente Dilma Rousseff

A ex-presidente Dilma Rousseff

Roberto Stuckert Filho/PR

Em maio de 2010, já candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff entrou em campo fantasiada de analista esportiva. Depois da divulgação da lista de jogadores convocados pelo técnico Dunga para representar o Brasil na Copa da África do Sul, resolveu mostrar que também entendia de futebol. Com a segurança de um zagueiro escalado para acompanhar Pelé sem perder Garrincha de vista, ela foi convidada a comentar a ausência de Neymar e Ganso.

A resposta, como comprova o vídeo que eternizou a histórica fala em dilmês de boleiro, resultou num dos momentos mais eletrizantes do Discurso sobre o Nada:

“Na minha humildade, né, no meu chinelo da minha humildade, eu gostaria muito de ver o Neymar e o Ganso. Porque eu acho que 11 entre 10 brasileiros gostariam. Porque deu alegria ao futebol. Porque, a gente… Eu vi. Cê veja, eu já vi. Parei de vê, voltei a vê. E acho que o Neymar e o Ganso têm essa capacidade. Fazê a gente olhá.. Porque é uma coisa que, né, mexe com a gente. Tem esse lado brincalhão e alegre.”

Depois de um recesso de 10 anos, Dilma voltou ao mundo dos gramados para analisar Maradona. “A morte de Maradona é uma grande perda para todos os amantes do futebol, que tiveram por ele a mesma paixão com que ele próprio conduziu a sua vida. Sua genialidade encantou o mundo”, escreveu a ex-presidente no Twitter. “Mas Maradona também merece ser admirado pela defesa dos direitos dos povos da América Latina e do Caribe à soberania, à democracia e à justiça social”.

Os dois momento confirmam: a analista esportiva Dilma Rousseff só não é pior que a governante Dilma Rousseff.

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