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Augusto Nunes

A estranha tribo dos democratas de manifesto

Até comunistas e filhotes de blackblocs têm vagas no ajuntamento que jura defender o Estado de Direito

Augusto Nunes|Do R7 e Augusto Nunes

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Antifas são blackblocs fantasiados de caçadores de fascistas imaginários
Antifas são blackblocs fantasiados de caçadores de fascistas imaginários

Os brasileiros favoráveis a uma intervenção militar compõem uma parcela insignificante da população brasileira. A imensa maioria dos 57 milhões de eleitores que optaram por Jair Bolsonaro em outubro de 2018 é formada por cidadãos que, democraticamente, decidiram afastar do poder o PT pelo voto direto. Tratar como intervencionistas todos os que continuam apoiando o governo federal é vigarice.

Essa versão oportunista é difundida por idealizadores de manifestos que juntam num balaio com a inscrição DEMOCRATAS tanto gente que efetivamente pertence a tal linhagem quanto integrantes de bandos cujo sonho nunca explicitado é algemar o Estado Democrático de Direito. É o caso dos chamados "antifas", uma espécie de filhote dos blackbloc fantasiados de caçadores de fascistas imaginários. Ou dos militantes do Partido Comunista do Brasil, ainda agarrados à ideia delirante de ressuscitar a defunta ditadura do proletariado. Se é correto confundir a parte com o todo, então só existem radicais no Brasil. Os democratas são uma espécie extinta.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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