Bruno Covas, rodízio e feriadão

Sempre que a pandemia cresce em São Paulo, o prefeito saca do coldre o trânsito e o calendário

  • Augusto Nunes | Do R7

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É sempre assim: quando os números da covid-19 crescem  na capital paulista, Bruno Covas saca do coldre o trânsito e o calendário gregoriano. Em 11 de maio de 2020, ele resolveu mudar o rodízio de veículos. Os que tinham placas com números pares circulariam nos dias pares. Os dias ímpares ficariam para as placas com números ímpares. A maluquice durou uma semana. Foi revogada pela constatação de que os ônibus e os vagões do metrô, que já estavam lotados, ficaram superlotados com a chegada dos donos da frota imobilizada nas garagens.

A segunda onda da pandemia acaba de parir a segunda mudança do rodízio. Nenhum veículo poderá circular entre 10h00 da noite e cinco da madrugada. Nas horas restantes, todos estarão liberados para zanzar pela cidade. Covas deve achar que os fregueses do transporte público vão tirar das garagens que não existem os carros que não têm. Logo descobrirá que as aglomerações nos ônibus e vagões continuaram do mesmo tamanho. A diferença é que o trânsito ficará congestionado.

Em 18 de maio de 2020, o prefeito resolveu antecipar feriados e criou o feriadão de seis dias. De folga, uma multidão de paulistanos foi infectar e ser infectada em outras cidades. Desta vez, de novo antecipando feriados, Covas bateu o próprio recorde: o maior feriadão da história vai durar 10 dias.

Se a pandemia não arrefecer, o prefeito ainda vai decretar que todos os dias da semana serão um domingo só.

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