Dilma viu o vírus outra vez
A ex-presidente mistura álcool, água, etanol e gel para confundir o inimigo solerte
Augusto Nunes|Do R7 e Augusto Nunes

"Como que um país que...", começa a dissertar Dilma Rousseff sobre alguma coisa que não sabe qual é para logo estacionar em reticências que denunciam avarias na região do cérebro que constrói o discurso.
"... O país que produz mais álcool etanol no mundo não é capaz de produzir gel com álcool pra poder...", continua o palavrório destrambelhado, agora enveredando pela produção de álcool que a declarante desestimulou quando presidiu o país, e misturando álcool com gel e etanol para avisar à plateia que o tema da explanação é a pandemia de coronavírus. Subitamente, para de novo em reticências que bloqueiam a enxurrada indecifrável de consoantes e vogais.
"É... É...", hesita, até engatar a segunda marcha e pisar no acelerador: "Levar as populações a ter, quando não tem água, ter acesso a álcool?", pergunta sem esclarecer que resposta persegue.
Estaria Dilma achando que quem não tem água deve lavar as mãos com álcool para exorcizar o vírus chinês? E onde entraria o gel? E o etanol? Jamais se saberá. Ela já ensinou que o vírus chinês é solerte, esperto, dissimulado e ataca na horizontal. Um inimigo assim não se deixa tapear facilmente.
As aparições de Dilma são sempre um consolo quando as coisas parecem complicadas. Basta imaginar como estariam se o coronavírus desembarcasse no Brasil com Dilma Rousseff na Presidência e Lula no poder.
