Doutor em vírus chinês

Lewandowski exige que o governo marque data para aplicar a vacina inexistente

Ministro Ricardo Lewandowski preside sessão extraordinária da 2ª turma. Foto: Nelson Jr./SCO/STF (09/04/2019)

Ministro Ricardo Lewandowski preside sessão extraordinária da 2ª turma. Foto: Nelson Jr./SCO/STF (09/04/2019)

Foto: Nelson Jr./SCO/STF (09/04/2019)

Ricardo Lewandowski sabe que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, ainda não aprovou nenhuma vacina contra a COVID-19. O ministro do Supremo Tribunal Federal sabe também que, sem a aprovação da Anvisa, nenhum medicamento pode ser utilizado no Brasil. Mas não deu um pio quando o governador João Dória anunciou, semanas atrás, que começaria a utilizar em 25 de janeiro uma vacina ainda à espera da autorização indispensável.

Neste domingo, Lewandowski interrompeu o descanso dos fins de semana para dar um ultimato ao governo federal: o Ministério da Saúde tem 48 horas para informar em que datas os brasileiros serão vacinados. Claro que o plano de vacinação requer ajustes, acréscimos e aperfeiçoamentos. Fazer o impossível é mais complicado.

O tom da cobrança e o prazo exíguo — vence na terça-feira à meia-noite — permitem que o ministro Eduardo Pazuelo replique com outro ultimato: o STF tem 12 horas para revelar onde podem ser encontradas vacinas com a aprovação da Anvisa. Ou o Supremo faz isso ou decide que, para combater o vírus chinês, o governo federal está obrigado a fixar a data em que vai usar um medicamento que ainda não está pronto.

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