Haja sabujice

Veríssimo é o humorista oficial dos adoradores de Lula

O colunista atravessou os 13 anos de governo do PT brincando de cabra-cega

O colunista atravessou os 13 anos de governo do PT brincando de cabra-cega

Foto: Cassiano Rosário/Estadão Conteúdo

Na última terça-feira, em sua coluna no Globo, Luis Fernando Veríssimo provou que merece o posto de humorista oficial da seita que tem em Lula seu único deus. Confiram o penúltimo parágrafo: "Os vexames começaram junto com o governo Bolsonaro, quando o presidente Bolsonaro comentou que um de seus filhos poderia ser o embaixador brasileiro em Washington — e ninguém reagiu".

O que vem depois da vírgula informa que Veríssimo finge ignorar que houve reação, sim, e reação de bom tamanho. Tanto assim que Bolsonaro desistiu da ideia. Não houve vexame nenhum. Essa malandragem parece peraltice de criança quando confrontada com as palavras que precedem a vírgula.

Se acha mesmo que "os vexames começaram junto com o governo Bolsonaro", Veríssimo atravessou os 13 anos de governo do PT brincando de cabra-cega. Não enxergou a ladroagem do Mensalão, as negociatas de Lulinha — o Ronaldinho da informática —, a transformação do templo das vestais no botequim preferido dos larápios companheiros, a roubalheira do Petrolão, a política externa da canalhice, as bandalheiras devassadas pela Lava Jato, as cretinices recitadas por Dilma Rousseff, as pedaladas da inventora do dilmês, a temporada de Lula na gaiola e a institucionalização da corrupção impune, fora o resto.

Para Veríssimo, nada disso foi vergonhoso. Como os fins justificam os meios, bandidagens e vigarices não têm nada de mais. Os vexames, portanto, começaram em 2019. Haja sabujice.