Augusto Nunes Itamaraty trata com descaso drama de pastores da Universal em Angola

Itamaraty trata com descaso drama de pastores da Universal em Angola

Missionários da Universal chegaram a São Paulo nesta quarta (12) após serem expulsos do país africano

  • Augusto Nunes | Do R7

Pastores brasileiros chegaram em São Paulo nesta quarta (12)

Pastores brasileiros chegaram em São Paulo nesta quarta (12)

Divulgação/Demetrio Koch

A nota divulgada pelo Itamaraty, lida com atenção, reafirma o descaso com o que foi tratado o drama dos pastores de funcionários da Igreja Universal do Reino de Deus em Angola. As dimensões do problema exigiam, por exemplo, a entrada em cena do embaixador, amparado num trabalho diplomático paralelo desempenhado pela cúpula do Ministério das Relações Exteriores. Mas só aparecem no palco do drama dois vice-cônsules.

Um vice-cônsul esta para o embaixador como um funcionário do quarto escalão está para um ministro de Estado. (Para libertar um brasileiro preso na Rússia, o presidente Jair Bolsonaro conversou com Vladimir Putin. O chefe de governo não se manifestou sobre o que se passa em Angola). Como atesta a nota, os vice-cônsules não intervêm, não protestam, não exigem; enfim, não agem. O verbo que conjugam é ‘acompanhar’. A dupla de representantes da embaixada acompanhou a detenção dos brasileiros, acompanhou a sequência de humilhações infligidas às vítimas do arbítrio e acompanhou a deportação de novo brasileiros. Os vice-cônsules não foram protagonistas em momento algum. Foram testemunhas oculares de uma violência histórica.

O Itamaraty e as embaixadas existem para defender os interesses do país e socorrer compatriotas em dificuldades sobretudo os que enfrentam perigos e têm seus direitos fundamentais ameaçados. No caso, a diplomacia brasileira não fez uma coisa nem outra. A nota da embaixada em Luanda deveria ao menos descrever corretamente o que seus representantes acompanharam.

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