Os melhores piores momentos dos 40 anos do PT (Parte 1)
O dia em que Ideli Salvatti se transformou na Marilyn Monroe de Lula
Augusto Nunes|Do R7 e Augusto Nunes

Depois de informar que fora encarregado de organizar o Festival dos 40 Anos do PT, o ex-senador Aloizio Mercadante avisou, no começo do ano, que o evento seria “a maior celebração da esquerda brasileira". Se Mercadante se referia ao que aconteceu no Rio entre 7 e 9 de fevereiro, a promessa foi um surto de megalomania. Caso o que se viu no Circo Voador tenha sido apenas um ensaio, o PT precisa rever imediatamente a programação para livrar-se de mais um fiasco.
Na comemoração no Rio, por exemplo, o “ato de abertura” limitou-se a discurseiras berradas por Gleisi Hoffmann, José Dirceu, Fernando Haddad e alguns coadjuvantes. Em vez disso, os organizadores poderiam reapresentar grandes momentos da história do PT, alguns deles protagonizados por antigas estrelas desconhecidas pela nova geração de devotos da seita. Que tal reprisar, por exemplo, o inesquecível espetáculo improvisado por Ideli Salvatti no interior de Santa Catarina em 27 de outubro de 2010? Ex-senadora, ex-ministra da Pesca e ex-ministra de Relações Institucionais e Direitos Humanos do governo Dilma, Ideli se transformou naquele dia na Marilyn Monroe de Lula (assista ao vídeo abaixo).
Em 19 de maio de 1962, o ator Peter Lawford, casado com uma das irmãs do presidente John Fitzgerald Kennedy, resolveu melhorar a noite do 45° aniversário do cunhado com uma surpresa admirável: convidou a amiga Marilyn Monroe para cantar o Happy Birthday na festa em Nova York. Sozinha no palco do Madison Square Garden, com a silhueta deslumbrante realçada pelo vestido cor da pele enfeitado de contas que parecia costurado ao corpo, a estrela ronronou uma sensualíssima reinterpretação da mais conhecida e insossa letra musical da história. “Depois de ouvir uma voz tão suave e encantadora, já posso deixar a política”, derreteu-se Kennedy.
Em outubro de 2010, Ideli resolveu piorar o dia do aniversário do expresidente com uma festa-surpresa. E convidou-se para puxar o Parabéns no interior de Santa Catarina. Num palanque em Itajaí, trajando um vestido branco e um casaco vermelho que lembrava a versão pré-candidatura de Dilma, de óculos, Ideli assassinou a música aos berros, acompanhada pela banda da cidade. Terminada a performance, o presidente nem se lembrou de agradecer à intérprete. Preferiu homenagear-se com a saudação que costuma abrir desfiles de escolas de samba: “Olha o Lulinha aí, minha gente!”. Cada um tem a musa que merece.
