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Augusto Nunes

Uma longa e selvagem sessão de tortura dos fatos

Petra Costa está para Leni Riefenstahl como Lula para Churchill

Augusto Nunes|Do R7 e Augusto Nunes

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Chamar de 'documentário' a fantasia de Petra é coisa de vigarista
Chamar de 'documentário' a fantasia de Petra é coisa de vigarista

Não existe a verdade de cada um. Existe a verdade factual, que é o contrário da mentira. Se o resgate de um período histórico deforma os fatos para ajustá-los à miopia ideológica do autor, vira peça de propaganda. Chamar de “documentário” a fantasia de Petra é coisa de vigarista.

Infinitamente mais talentosa que Petra Costa, a alemã Leni Riefenstahl esbanjou competência na sequência de filmes concebida para exaltar a era nazista e louvar a superioridade da raça ariana. Os mesmos jornalistas que agora concedem a Petra o direito de mentir compulsivamente sempre viram nos filmes de Leni o que eles eram: peças de propaganda esteticamente admiráveis, mas tão verdadeiras quanto as discurseiras de Goebbels.

Em "O Triunfo da Verdade", Leni mostrou com singular criatividade como se induz uma nação a enxergar uma linhagem de semideuses no bando de assassinos patológicos. Com "Democracia em Vertigem", uma longa e selvagem sessão de tortura dos fatos, Petra conseguiu tapear os organizadores do Oscar. A diretora predileta de Dilma está para Leni como Lula para Winston Churchill.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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