5 perigos silenciosos na manutenção do carro que não podem ser ignorados
Muitos motoristas só levam o veículo ao mecânico se ele efetivamente parar mas alguns sinais silenciosos podem antecipar uma revisão

Nem todo problema mecânico aparece de forma clara a ponto de interromper uma viagem. Em muitos casos, falhas graves começam com sinais discretos, que passam despercebidos na rotina do motorista, mas comprometem diretamente a segurança, o consumo e a durabilidade do veículo. Ignorar esses alertas pode transformar uma manutenção simples em um reparo caro ou até em risco de acidente.O R7-Autos Carros enumera abaixo cinco pontos de manutenção que podem passar despercebidos mas que podem esconder um reparo caro e complicado no veículo. Fluido de freio “esquecido”
Se o pedal não endurecer, se o freio não falhar, muitos motoristas nem lembram da manutenção. Um dos pontos mais críticos é o fluido de freio fora da viscosidade ou do prazo de troca. Por ser higroscópico, o fluido absorve umidade ao longo do tempo, reduzindo sua eficiência e elevando o risco de superaquecimento do sistema. Isso aumenta a distância de frenagem e pode provocar falhas no funcionamento do ABS e de outros componentes hidráulicos, mesmo sem sinais evidentes no painel.

O ideal é fazer a manutenção no sistema de freios ao menos uma vez por ano uma vez que o motorista comum não pode verificar a viscosidade do fluido. Óleo do motor fora do tempo da troca e com uso intenso do carro
Outro erro comum está relacionado ao óleo do motor utilizado além do intervalo recomendado, especialmente em condições de uso severo, como trânsito intenso comum nas grandes cidades, trajetos curtos ou carga elevada. Nessas situações, o lubrificante perde suas propriedades mais rapidamente, favorecendo o desgaste interno, a formação de borra e o aumento do consumo de combustível. Com o tempo, a negligência pode comprometer componentes como comandos de válvulas e turbocompressores.

O ideal é fazer no mínimo uma inspeção na lubrificação a cada seis meses. O prazo de troca definido pela maioria dos fabricantes é de 10.000km rodados mas em caso de uso severo esse prazo pode ser reduzido. Pneus com desgaste interno
Alem de esquecer de calibrar toda semana, muitos motoristas simplesmente esquecem de fazer uma inspeção visual nos pneus.

Os pneus com desgaste irregular também representam um perigo silencioso. Esse tipo de desgaste costuma indicar problemas de alinhamento, suspensão ou amortecedores, afetando a estabilidade do veículo e a aderência em curvas e frenagens. Mesmo com sulco aparente, o pneu irregular reduz a segurança e aumenta o risco de aquaplanagem, especialmente em piso molhado.
Luz laranja no painel acesa: perigo iminente
A presença constante do aviso de falha na injeção eletrônica é outro sinal que não deve ser ignorado. Mesmo quando o carro segue funcionando normalmente, o sistema pode estar operando em modo de emergência, com mistura incorreta, maior consumo e emissões elevadas. Falhas não corrigidas a tempo podem causar danos ao catalisador e a sensores importantes do motor.

Câmbio automático com leves trancos
Por fim, trancos leves no câmbio automático, muitas vezes tratados como comportamento normal, costumam ser o primeiro indício de desgaste interno ou de fluido degradado. Ignorar esse sintoma pode levar à perda de suavidade nas trocas, superaquecimento e, em casos mais graves, à necessidade de reparos complexos na transmissão.

Vale lembrar que a maioria dos fabricantes de veículos e também de transmissões, não recomendavam a troca do óleo do câmbio automático há poucos anos. Mas isso mudou para a maioria dos fabricantes que hoje recomendam a troca de óleo a cada 40.000km de forma preventiva.
Por fim, a manutenção preventiva continua sendo a forma mais eficiente de evitar esses problemas. Atenção aos primeiros sinais, revisões periódicas e respeito às especificações do fabricante ajudam a preservar a segurança, o desempenho e o valor do veículo ao longo do tempo.
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